QUAL É O LIMITE DA FÉ

Qual seria o nosso limite?

Qual seria o seu limite? E o limite da espiritualidade, qual será? 

Estas perguntas podem ser respondidas de duas formas iniciais: a primeira seria que o limite é algo muito pessoal, e, às vezes, nem nós mesmos somos capazes de ousar defini-lo.

A segunda resposta é que, quando Deus nos concede o dom da vida, não impõe um limite, senão o da moral divina e do amor que podemos adquirir ao longo de nossa existência atual ou, ainda, daquilo que trazemos, com base em  nossas experiências espirituais de existências pretéritas.

O fato é que não existe um limite que seja definitivo, tampouco um que não possa ser ultrapassado. O que ocorre é que aprendemos a nos conhecer e a buscar entender os nossos próprios anseios e medos, que, por si sós, criam uma barreira natural para nossas ações. Mas, ao mesmo tempo, podemos também encontrar o nosso ponto de corte e ultrapassá-lo, seja pelo aprendizado constante ou por uma possível atitude de auxílio que exija que superemos nossos próprios limites e barreiras, antes considerados intransponíveis.

Tudo isso porque o livre-arbítrio nos mostra que podemos aprender com nossos erros e buscar o acerto, mesmo quando este nos parece de difícil resolução.

Deus é nosso maior exemplo do que é ilimitado, d’Aquele que sempre poderá superar o que consideramos intransponível. Ele também pode ser o nosso exemplo de limite, visto que, em Seus ensinamentos e ações, através dos trabalhadores da fé, nos leva à compreensão de que existem barreiras que não devem ser atravessadas, pela compreensão antecipada das consequências de tais ações.

No entanto, o Pai nos ensina, por meio dos exemplos de Seu Filho, nosso Mestre Jesus, que nada deveria ser impossível se for realizado com amor, fé e caridade e que, no auxílio ao próximo e até mesmo em favor de nosso crescimento, faz-se mister que tenhamos a coragem de ultrapassar nossas próprias barreiras e quebrar nossos próprios limites.

Ter limite é um ato de consciência e de respeito a si próprio e ao outro. Mas também não deve ser uma regra rígida, diante da possibilidade do nosso crescimento pessoal e espiritual, bem como do auxílio ao crescimento do outro.

O limite que nos é ditado pelos ensinamentos apreendidos em todas as nossas vidas, perpassa pela consciência de que a fé remove montanhas. Isso é uma verdade que já aprendemos, se não por nós mesmos, com certeza pelos exemplos de tantos irmãos e irmãs de Luz que nos mostram, por meio de suas atitudes, as verdadeiras formas de quebrar os próprios limites, seja pelo outro ou por nós mesmos, especialmente quando existe a possibilidade de uma boa ação. 

Somos sempre conclamados a ultrapassar nossos pontos de chegada e transformá-los em um novo ponto de partida. É neste momento que passamos a compreender que só existe limite para os que não têm fé ou para aqueles que já sabem que os únicos limites possíveis são os da moral divina ou os que impedem o nosso progresso espiritual e o  dos outros.

Usemos a nossa consciência e a intuição que recebemos de nossos mentores e amigos espirituais para a compreensão de suas possibilidades e capacidades, principalmente, na hora de fazer o bem.

O amor e a fé, assim como nosso Pai, não conhecem limites, pois a eles podemos confiar nossa vida e também a vida do próximo. Por isso, tenhamos mais amor, vivamos com fé e não teremos nenhuma barreira capaz de nos impedir de encontrar o nosso caminho em direção à Seara de Luz.

Que assim seja!

Pelo Espírito de Ângelo Gabriel