Como é estranho imaginar a força que tem um pensamento, seja para o bem ou para a ausência dele.
Quando nos sentimos sós, sem um sentido de vida ou até sem ideias ou ideais, não nos apercebemos de que isso é, na maioria das vezes, somente a ausência de bons pensamentos que possam sustentar o corpo e a alma na possibilidade do trabalho fraterno.
Sem nos atermos aos bons pensamentos em relação a nós mesmos e aos outros, somos como cascas vazias, ocas, sem função que possa nos levar ao encontro do caminho outrora escolhido.
Nos tornamos uma caixa vazia, sem nenhuma utilidade, e que se permite ser ocupada por elementos e pensamentos que não coadunam com nossa própria vontade e realidade. Assim, tornamos-nos marionetes de outras vontades, que nos levam a sucumbir à dor e ao lamento que não são nossos, mas frutos dos pensamentos daqueles que não conseguem mais controlá-los e se tornam instrumentos da maledicência e do desamor próprio, pois sua sintonia é a da ausência do bem e da boa vontade no auxílio ao próximo.
Por isso, temos de aprender a controlar nossos pensamentos e a filtrá-los para não dar espaço a esses que estão desalinhados com a caridade e o amor, que se unem a nós, somente quando permitimos que eles comunguem das mesmas ideias e dos mesmos ideais vazios, desprovidos de sentido para a caridade cristã.
É preciso que vigiemos, e assim, possamos preencher nossa mente com os ideais do trabalho fraterno, mesmo quando estamos em repouso, para que então, nossos pensamentos atinjam a nós e ao outro somente para a cura e para o bem-querer daqueles que, juntos conosco, estão em sintonia com o Pai, irradiando o amor.
Sabemos que a força de um pensamento é uma dádiva que Deus nos concede, para que, junto a Seus Apóstolos e Obreiros da Caridade possamos irradiar a esperança para o socorro dos que precisam. Por isso, utilizemos esse instrumento de vida para a construção da fé e de dias melhores, para que todos possam aprender e estar na mesma sintonia.
Pedimos ao Pai que nos conceda a possibilidade de bons e felizes pensamentos, de pureza divina, em relação a nós mesmos e aos outros.
Que os utilizemos em prol da cura dos que clamam por socorro, porque ainda não conhecem nem acreditam na sua própria força. E, principalmente, que aproveitemos as oportunidades que temos de sintonia para conseguirmos escutar os conselhos e as benesses que os amigos e mentores espirituais nos transmitem e intuem, por meio dos pensamentos que nos chegam tanto nos bons momentos quanto nos difíceis.
Aprendam a buscar, nas primeiras palavras que lhes vêm à mente, a compreensão de que podem ser intuições dos Obreiros do Consolador a lhes indicar o caminho a seguir, para encontrarem o equilíbrio e auxiliarem também no equilíbrio espiritual dos seus irmãos e irmãs que tanto precisam de emanações de bons e felizes pensamentos.
Escutem, reflitam e repassem o amor do Pai e do Filho, que os encontra neste momento em pensamento. Saibam que aquele que aprende a escutá-Los, jamais se sentirá só ou desamparado e, com certeza, poderá se orgulhar de poder fazer um bom trabalho fraterno, pois os bons pensamentos se irradiam e atingem todos os que deles precisam, em nome do Pai, do Filho e de nossa Mãe Santíssima.
Que assim seja!
Pelo Espírito de Emanoel Ferreira