O amor pode ser compreendido, em sentido simbólico, como uma força físico-química que está impregnada na constituição de cada um de nós.
Ele já foi estudado sob diversos aspectos pela ciência dos homens, mas há muito é comentado e referenciado pelos mentores espirituais.
Podemos dizer que ele está impregnado em nossa alma e no seu envoltório fluídico, e em larga escala em nosso espírito.
Faz parte do início do mundo, das forças que se uniram para criar os planetas, as coisas e seus habitantes. Faz parte da força universal que o Pai utilizou para Suas criações e para o desenvolvimento de Seus filhos.
Seria sábio dizer que o amor faz parte de tudo e de todos, mas cada um desenvolve e aplica o seu de forma única, diferente e ao mesmo tempo, semelhante à do outro.
O fazem por ser uma matéria de aprendizado constante para o domínio de suas faculdades no aprimoramento próprio e no auxílio ao próximo.
O amor se tornou uma figura mística das relações humanas, às vezes um tanto complicada; outras vezes, mais simples, quando aprendemos a dosá-lo em prol de nós mesmos e do outro.
O amor não destrói nunca, ele se faz elo na construção do Ser, dos relacionamentos e de um mundo de paz e fraternidade, mas também convive, neste mundo, onde ainda podemos observar, em sentido figurado, partes de uma mutação química de efeito inverso: o ódio, que ainda insiste em afastar muitos desse amor, embora este continue a persistir em coexistir.
Não temos o direito de duvidar do amor, pois ele é, para nossa fé, a prova cabal da existência da divindade e da presença de nosso Pai Celeste.
Ele não é passível de dúvidas, dentro da compreensão doutrinária de que todos somos feitos de amor.
Saber como utilizá-lo ou distribuí-lo faz parte do constante aprendizado moral e espiritual que todos nós ainda experimentamos. Por isso, não duvide do seu amor próprio ou do seu amor pelo outro; entenda que nada é tão presente em sua vida como a presença do Deus-Amor: indivisível, indissolúvel e inabalável.
E, enquanto acreditarmos que estamos todos ligados por este amor, que se transforma em compreensão, razão, paciência e persistência que nos leva à esperança, ele nunca será uma ilusão.
Para amar, não basta que compreendamos sua localização e intensidade em nossas relações ou como ele dorme e mora em nossos corações.
A figura de linguagem desta frase, na verdade, expressa a certeza dos sábios e dos poetas de que o amor é real, é palpável, não para ser segurado com as mãos, mas para ser percebido com os olhos e os ouvidos e sentido na alma e no coração espiritual, podendo elevar-nos à condição de vestir a alma com o amor, quando nele depositamos nossa fé e gratidão, porque somos todos frutos do amor divino, carnal e espiritual.
Somos todos amor; basta que acreditemos nisso!
Muita Luz e paz para todos. Eu amo todos vocês.
Pelo Espírito de Olga Pereira de Oliveira