A proposta do Pai para nós é sempre a de viver em benefício do outro e de nós mesmos. Mas a forma como o faremos fica a cargo de nosso conhecimento das escrituras e mensagens recebidas, mas também de nosso livre-arbítrio.
Nossas ações são ditadas por nossa sabedoria, moral e fé, mas também por nossa resiliência, paciência e pelo amor que depositamos paulatinamente em nosso coração, para que possam se refletir em nossa alma.
Não cabe a nós, enquanto, espíritos em evolução, buscar desconstruir os ensinamentos do Pai, a nós repassados pelo Mestre Jesus Cristo e Seus discípulos.
Somos todos capazes de compreender, mesmo quando não reconhecemos as palavras escritas. Ainda assim, o Pai nos concede Seus ensinamentos através da intuição, que pode nos chegar cotidianamente pelos Obreiros da Ordem do Consolador, por Seus filhos investidos do hábito e das palavras divinas e por aqueles que se tornaram sábios com a maturidade. Por isso, não cabe negar que todos somos e podemos ser instrumentos de Sua benevolência e piedade, além de carregarmos a base do que nos torna Seus filhos: o amor universal.
Não cabe também negarmos a nossa missão diante da compreensão de que aquilo que ainda não conseguimos realizar agora, se fará num outro momento ou em outra vida.
Nosso trabalho, enquanto espíritos encarnados e desencarnados, é o mesmo: olhar e cuidar do outro sempre que percebamos sua carência, pois não há necessidade de um pedido imediato; basta que possamos auxiliar, mesmo que à distância. E, para isso, existem a prece, os pensamentos de amor e a compreensão, que podem ser oferecidos a qualquer momento em que isso se faça necessário.
Então, agora que buscamos um mesmo ponto de reconhecimento e razão, faz-se imperioso que possamos arregaçar as mangas e trabalhar em prol desta humanidade, formada por nossos irmãos espirituais, que precisam de nós para o seu auxílio nesta caminhada em direção à renovação do planeta e de nós mesmos.
Não somos o martelo da justiça, nem da razão ou do juízo final; estamos somente refletindo sobre aquilo que aprendemos e, posso dizer de forma firme, buscando juntos, encontrar nas palavras sábias de Kardec, nas escrituras e nas mensagens de tantos enviados do Pai, a nossa fonte de inspiração e de coragem para enfrentar o medo, a desconfiança e a irracionalidade que têm assolado o planeta. E, com toda a força que as palavras podem ter para convencer e despertar o reconhecimento, que possamos compreender que só o amor é capaz de construir e reavivar o coração mesmo daqueles que se mostram endurecidos e, assim, mostrar que somos uma família, com um Pai, uma Mãe e irmãos que nos auxiliam sempre, e que juntos podemos levar reflexão e equilíbrio àqueles que deles ainda padecem.
Não somos mais nem menos; somos apenas aqueles que querem e procuram por meio da fé e do amor, alcançar o maior número possível de irmãos que se afastaram do caminho e auxiliá-los a reencontrar a direção da esperança, da paz e do amor que nos une e nos fortalece todos os dias.
Dias melhores podem vir; acreditem, pois seguimos juntos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que o impossível aconteça.
Acredite, pois Ele acredita em você!
Que Deus nos abençoe.
Pelo Espírito do Padre João Martins