UM ETERNO APRENDIZ

Como entender o mundo se não conseguimos sequer perceber o que acontece em nosso lar ?

Acreditamos que a distância a percorrer é longa, mas não conseguimos enxergar que a solução está a dois passos de nós. Compreendemos os teoremas e as fórmulas, mas não entendemos o clamor de nossos irmãos.

Acreditamos em Deus ou, pelo menos, em um Deus que nos castiga se não acertamos, mas não aprendemos nada do que Seu Filho e Seus mentores espirituais nos ensinaram, principalmente que não existe castigo algum, apenas a consequência imediata de nossos atos. Por isso, não é possível a existência de um Pai severo, mas somente daquele que tem por nós piedade e misericórdia, que nos abraça e ampara, mesmo sabendo que o erro é nosso.

Todos somos passíveis de erros, de incredulidade e de desacertos morais e espirituais. Mas isso acontece porque ainda nos encontramos como aprendizes do amor e da fé, tal qual, uma criança a esperar os ensinamentos dos mestres e o amparo dos pais.

Não podemos e não devemos buscar desculpas ou culpados a cada tropeço no caminho, mas, sim, escutar as intuições e mensagens que nos são passadas por aqueles que nos amam e nos  protegem: nossos caros amigos e mentores espirituais.

Somos imperfeitos e não se espera que tenhamos ações e reações corretas a todo momento, mas entende-se que podemos buscar uma correção a tempo e à hora, se nos propusermos a compreender que, por mais que ostentemos títulos acadêmicos ou profissionais, ainda somos humildes trabalhadores da Seara de Luz, servos de um Senhor de amor e misericórdia, que não nos pede mais do que espalhar este amor e esta esperança aos que a Ele clamam. Assim, exercitamos os ensinamentos aprendidos a partir de nossa escolha de fé, sabedores de que amar ao próximo é tudo o que temos que perseguir para, finalmente, responder ao mundo o que ele nos pergunta todos os dias: qual é a sua missão nesta vida?

Não podemos nos omitir em fazer melhor, e não precisamos buscar na riqueza material e no conhecimento exacerbado de uma única matéria as ferramentas para compreender quem somos e qual é a nossa missão de vida, além, é claro, de tentar remediar o que não conseguimos curar em vidas pretéritas.

Temos uma única certeza: a de que o Pai não nos deu uma tarefa que não possamos cumprir. Por isso, vamos arregaçar as mangas, pegar nossos instrumentos e começar a trabalhar no coração dos homens e mulheres que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer e reconhecer que Deus é por nós, que a espiritualidade e seus mestres são nosso apoio, e que a humildade e a caridade são a nossa missão.

A missão de espalhar as sementes do amor e da fraternidade pelo mundo, pela nossa cidade e em nosso lar. E por que não plantá-las antes de tudo em nosso coração, adubando-as com o perdão que hoje descobrimos que podemos pedir?

“Pai nosso, que possas nos abraçar e perdoar mais uma vez, pois sabemos que erramos, mas também sabemos como consertar, pois nos deste as ferramentas e a vontade de acertar. E por meio de Teus ensinamentos, que foram enviados pelo Mestre Jesus e Seus discípulos do Consolador, pedimos, então, aos anjos e protetores de todos os que Te clamam por socorro que possam agora ampará-los, para que também aprendam com seus erros e, neste momento, se sintam acolhidos, em Teu nome e em nome do amor.”

Que assim seja.

Pelo Espírito de Ricardo Barcellos