Qual é a serventia de se deixar levar pela dor, pelo desgosto, pela maledicência?
De que nos vale não lutar pelo próximo e por nós mesmos?
De que nos vale não praticar a caridade e a irmandade, quando ontem mesmo nos propusemos a fazê-lo diante da luz divina e dos irmãos de fé?
Quando será que iremos entender e aceitar que somos todos uma só família, irmãos em Cristo, vivendo na Casa do Pai?
Temos a mesma serventia que o outro, pois Ele não nos nega sua mão amiga, o amparo justo e o abraço apertado, mesmo quando não dizemos e não fazemos a Sua vontade que, na verdade, é a nossa também, em acordo com o esmero e a força dos que aprenderam desde cedo que somente arando e adubando a terra iremos colher seus frutos. E que nada é tão difícil que não possamos realizar se tivermos fé, amor e muita vontade de ajudar.
Não carece de ficar na espreita da porta, a esperar o castigo chegar, pois ele não vem do desgosto do Pai ou da intempérie da Mãe; ele vem de dentro do coração que proseia com a razão e nos diz que precisamos mudar.
Precisamos buscar no perdão uma nova chance, uma nova empreitada, para que não mais precisemos nos esconder, mas, sim, nos ajuntar na grande mesa da persistência e da paciência, onde serão servidos o amor e a esperança, e num dedo de prosa boa, a fé.
Ela nos guiará na certeza de que nunca estaremos sozinhos nem desamparados. Sempre teremos o Pai, a Mãe Santíssima e o Filho abençoado, que nos guiam nesta estrada que escolhemos seguir, de mãos dadas, de fronte erguida, com alegria, esperança e muita paz a nos acompanhar em direção à Seara de Luz.
Que sejam sempre dias de luta, mas também de vitórias, em prol dos que sofrem, dos que clamam, dos que têm fome, dos que têm sede, mas também daqueles que amam e são amados, pois nesta família nada nos faltará, enquanto estivermos juntos, em nome do Pai, do Filho e das bênçãos de Nossa Senhora, nossa Mãe Santíssima.
Que seja assim.
Pelo Espírito de Emanoel Caldeira