AS VERDADEIRAS RECOMPENSAS

As verdadeiras recompensas não são as medalhas, títulos ou honrarias que nos são concedidos durante o curso da vida, mas, sim, os amigos que ganhamos,  os amores que conquistamos e as sinceras emanações de afeto que recebemos mesmo sem precisarmos pedir.

É claro que os títulos conquistados e as medalhas recebidas são nossas recompensas pelo esforço e talento apresentados e demonstrados, mas temos que saber que para o espírito e para a alma o que vale são as emanações de carinho, os pensamentos de afeto daqueles que até não convivem tão intensamente conosco, mas cuja gratidão pelo bem-querer recebido é percebida pela alma e pelo coração daqueles que a recebem. 

Por isso, às vezes, não entendemos de pronto, pois nossa percepção se faz mais fácil diante dos adornos e papéis conquistados, mas um pensamento de amor funciona como uma coroa de luz em reconhecimento à nossa misericórdia e piedade sinceras nos momentos em que são necessárias e demonstradas pela preocupação e consideração dos que as recebem e nos amam pelo simples nome e sobrenome de batismo, e não pelo título que os precede.

Saber compreender e até receber a gratidão verdadeira é um dom a ser aprendido por todo cristão, pois sem perceber, nos preocupamos tanto com a perfumaria que  nos esquecemos do cheiro fácil e doce da pequena rosa ofertada de coração e alma.

Agradecemos sempre ao nosso Pai Maior as possibilidades de auxílio fraterno e sincero aos que sofrem e nos buscam durante o caminho, mas agradecemos também pelo sentimento de frescor e fortaleza, que advém, da gratidão dos que nos reconhecem como irmãos e compreendem a possibilidade de receber este auxílio fraterno, carregado de fé e amor, sempre que nos é demandada uma tarefa de caridade espiritual e material. 

Por isso, percebam também, que o simples fato de estar próximo nos momentos de glória de um irmão, também tem muito significado, tanto para os que receberam as honrarias, quanto para os que, juntos a eles, lutaram para que fosse possível viver este momento com toda a intensidade que  ele merece.

E não nos esqueçamos de que na dor do desenlace, também se faz presente a gratidão pelo amor e pelo consolo recebidos pelos que ficam e por aquele que partiu deste plano. Mas também se faz justa a gratidão pela oração de boas-vindas, elevada ao Pai, que coloca nossos irmãos da paz na tarefa de receber o irmão ou a irmã de fé, na esperança de que em breve, possam estar recuperados para o trabalho fraterno.

A verdadeira recompensa não é uma bonificação pelo trabalho fraterno, mas uma constatação dos que se sentem livres, neste amor, para agradecer e recompor, com pensamentos e fluidos vitais, o espírito e a alma, daqueles que nunca se cansam de doar,  ainda que recebam apenas um simples, “muito obrigado Senhor!” 

Obrigada pela oportunidade da escrita e da mensagem, vinda de quem só tem a agradecer pelo amor e pela benevolência recebidos em oração e mensagens de fé.

Que Deus os proteja .

Pelo Espírito de Cecília Muller