No concurso da caridade, devemos estar aptos a dar sem receber, a refletir antes de agir,
a criar forças, mesmo quando estamos fracos, e a buscar Deus sempre para o amparo do próximo.
Temos que nos provar dignos de perdoar e, então, sermos perdoados. Precisamos perceber a dor do outro, mesmo que nos pareça oculta ou escondida. Temos que prever um futuro de bem-querer e de bem-estar, mesmo sabendo que não nos cabe prever futuro algum, mas é importante sempre acreditar e confiar para, então, doar o que for necessário no presente.
No exercício da caridade, não nos cabem a lamúria, a descrença, nem o descaso, pois somente se faz caridade quando nos colocamos preparados e aptos a doar incondicionalmente o que for necessário e, principalmente, a amar, mesmo sabendo que não seremos amados. A caridade é um dom e, assim como a mediunidade, tem que ser exercitada dia a dia, caso a caso, para que um dia alcancemos a paz, a nossa e a do outro, junto dos amigos da espiritualidade que já nos alcançaram e nos doam toda a sua benevolência, resiliência e fé, e assim nos amparam e nos auxiliam, demonstrando na prática o que hoje denominamos de exercício de caridade.
Ser é melhor do que estar, o que não nos parece uma prerrogativa do caridoso, pois ser e estar em constante vigilância nos tornam caridosos de plantão, e esta é a lição do Pai que nos foi ensinada pelo Mestre da caridade, Jesus, junto com seus discípulos da Ordem do Consolador.
Seja verdadeiramente caridoso, e esteja sempre em prol do próximo, e verá que é aquele que tem fé e pode alcançar a paz e, assim, doar ao outro a esperança em dias melhores.
Amor, caridade e fraternidade, hoje e sempre.
Pelo Espírito de Olga Pereira de Oliveira.