FRAQUEZAS

Fraqueza, quem não as tem? Quem não a teve?

Como é difícil encarar a fraqueza do outro, de nosso irmão, de nossos filhos, de nossos pais, mesmo com a consciência de que esta possa ser momentânea.

É difícil não pensar que nós outros também já fomos assim, já pensamos desta ou de outra forma,  já vivemos estes momentos.

É difícil aplicá – la aos parâmetros curtos dos pecados capitais, pois eles não definem toda a nossa existência e, por isso, são falíveis quando usados como única referência de personalidade, até porque as fraquezas podem e geralmente são momentâneas.

Passamos por elas, vivemos com elas apenas por breves instantes de uma vida inteira e, quando insistimos, não mais serão fraquezas, pois agora nos tornamos viciados, e para isso sempre será necessário o pronto socorro da medicina terrestre.

Podemos compreender que, neste novo mundo analógico e agora digital, somos facilmente compelidos ao que nos pareça mais fácil, ao que nos atinge com a legalidade dos imorais, ao que nos encontra porque somos frágeis e, por isso, não acreditamos ter força para lutar contra esta maré, que está em alta, mas que nos dizem ser apenas uma onda.

Imagine você como seria para nosso Mestre Jesus nascer neste novo mundo ou para o Consolador, Mestre Kardec, viver neste mundo digital. Talvez fosse mais fácil para ambos atingir a todos através das redes, mas e quanto à sua infância e adolescência, enquanto seres em formação? 

Quem pode afirmar que não estariam sujeitos às fraquezas da carne? 

Que não seriam atingidos pela corrupção, pela generalização das drogas e até pelo fanatismo das novas e velhas igrejas?

É certo que eles teriam a consciência do auxílio espiritual sempre em alerta e, por isso, se perdoariam pelos breves instantes  em que se tornassem fracos e, com certeza, teriam também o perdão do Pai, que é só amor, paciência, fraternidade e perseverança. 

Um Pai que espera de seus filhos a constante busca pela perfeição — palavra,  por desconhecimento de outra mais adequada, que nos parece definir o Mestre Jesus e nosso Consolador. Mas sempre existiriam os breves momentos de fraqueza para que eles e nós outros nos lembremos de que, apesar de serem breves, são importantes para o reconhecimento de que somos passíveis de fraquejar, porque podemos aprender com nossos próprios erros e conquistar a redenção.

As fraquezas atingem a todos nós em graus diferentes de nossa evolução, mas são elas que nos mostram por onde não entrar, por onde não caminhar. Em boa parte da vida, são elas que também nos unem, porque sempre haverá um pai, uma mãe, um irmão de sangue ou de espírito a nos perdoar e a compreender que não passou de um breve momento, um instante de fraqueza, que agora podemos guardar como exemplo para não mais nos deixarmos levar por seus braços.

Nossa Mãe Santíssima, que é nosso maior exemplo de paciência, perseverança e amor, nos ensinou com simplicidade e objetividade que tudo passa. Então, podemos estar certos e seguros de que nossas fraquezas passarão e nos tornarão mais fortes e seguros para continuar este caminho que nos levará à Seara do Pai.

Não sejas forte e nem fraco mais do que o necessário.

Não sejas a palmatória do mundo.

Sê apenas um aprendiz ávido de conhecimento e nunca te esqueças de que sempre estaremos juntos neste caminho fraterno que o Pai nos concedeu e nos ensina a seguir.

Amém.

Pelo Espírito de Irmão Alcides