PELA LENTE DO AMOR

Tu já pensaste o quão complexa é a humanidade?

Refletiste que são milhões de vidas que ainda seguem sem descobrir o seu destino?

A vida na Terra sempre teve ações e consequências que, aparentemente, não nos permitem nenhuma reação para mudar sua história.

Quantos foram os que se perderam no caminho e tiveram que voltar ao início para recomeçar a jornada novamente?

Estamos sempre com disposição e à disposição dos céus, mas parece que são poucos os que pensam assim. 

Tanta dor e sofrimento, sem sequer entender o motivo, senão o ódio enraizado no DNA de cada um que brotou nesta ou naquela terra.

Mas, ao mesmo tempo em que lamentamos e sofremos, também temos muito a agradecer, porque o Pai e os amigos da Ordem do Amor e da Fraternidade nos apresentam todos os dias motivos e mais motivos para acordar. 

Estamos hoje muito mais seguros do que ontem. Temos doenças, sim, mas cada vez mais nos tornamos capazes de buscar a cura.

Temos sede e fome, mas já criamos fórmulas para sanar esta desigualdade; basta que tenhamos fraternidade e a utilizemos em paz.

Reduzimos as distâncias e a saudade e já nos comunicamos e podemos ver o amor do outro lado do espelho.

Temos a certeza de que não partimos de vez, pois mesmo as religiões mais duras compreendem a possibilidade do reencontro e algumas até a possibilidade do recomeço.

Então, o que nos falta?

Acho que falta agradecer e aprender a observar, olhar pelo retrovisor e enxergar o mau momento vivido, mas, principalmente, compreender que estamos bem e continuamos aqui e acolá, mas continuamos juntos.

Falta, talvez, mais uma prece, um afago na alma do amigo, um abraço apertado nos que vão partir.

Agora, mais do que ontem, temos a certeza do caminho em busca da redenção e, apesar das intempéries e dos atos de um ódio estúpido e sem sentido, muitos são aqueles que já compreendem seu papel e atuam em prol do amor e da fé divina e se emprestam ao trabalho fraterno, como aqueles que não mais se cansam ou se sentem ansiosos, porque sabem que a vida é um dom e tem que ser aproveitada em prol do outro, mas também em benefício de nosso coração e alma.

Sigamos em paz. Que, ao olhar o feio, possamos também enxergar o belo.

Que o ódio possa se extinguir, quando não mais tiver espaço nesta nova ordem de amor e de caridade, de fé e prosperidade. E, para isso, só lhes peço paciência e resiliência, e que possam ver o mundo não só pela ótica dos desumanos, mas, sim, pela lente dos que acreditam que, apesar de tudo, vai dar certo! Porque nós e vocês sabemos que existe um Deus Pai que jamais abandona os seus, mesmo aqueles que O negam. 

Ele sempre será por nós; agora só faltam vocês.

Sigam em paz e que o Senhor nos acompanhe.

Pelo Espírito de Olga Pereira de Oliveira