REFLEXÕES COMPLICADAS

Há complexidade no mundo ou um mundo de complicações? 

O quão necessário é se importar com a cor das pessoas, se somos todos espíritos incolores e em evolução? 

Quanto custaria àqueles que não têm tempo tirar 10 segundos desse tempo para desejar um bom dia? 

O quanto seria possível realizar com tão pouco e que não conseguiríamos fazer se o tivéssemos em abundância? 

O mundo complicado. Mundinho daqueles que não fazem questão de agir em prol da mudança é o reflexo de um mundo distorcido, formado por almas que nunca param para refletir sobre seu papel diante do outro nem de si mesmas. 

Daqueles que não são capazes de perceber as controvérsias de um ditado de muitas palavras em razão da simplicidade de poucas: o que posso fazer por você? 

O que demonstra o quanto ainda temos de caminhar para alcançar o nirvana espiritual ou, pelo menos, a paz de espírito. 

O mundo não é complicado, nós é que o complicamos, porque somos assim. Dispersos de emoção e supostamente focados numa razão irracional ou sem nenhuma razão de ser, senão, a de uma única e permanente certeza: a do amor. 

Amor que muitas vezes tornamos intrincados, mas que, na verdade, é simples: eu te amo e todos amamos um Pai, que também nos ama incondicionalmente e que sabe que seus filhos têm esta mania de complicar o que é simples na vida: 

Amar ao próximo como a si mesmo. 

Pregar e agir na caridade. 

Buscar respostas dentro do seu coração e escutar com os ouvidos de ouvir as respostas que tantos bons irmãos nos intuem. 

Saber que não estamos no mundo a passeio. E assim, quando um dia o enredado desenlace nos convidar, saber que se fez o máximo possível para não complicar a vida de ninguém. E então, encontraremos a paz tão desejada e que se faz com passos curtos e descomplicados. 

Passos de amor e de fé em Deus, em ti e no outro. 

Agora vá lá e responda a quem quiser ouvir: o mundo não é complicado, somos nós que complicamos a vida. 

Que tenhas sempre paz em teu caminho. 

Pelo Espírito de Mário Lúcio