Desde os tempos de Cristo, a humanidade tem se baseado em homens e mulheres que se identificam como profetas.
Aqueles que dizem ter o dom de antever o futuro.
São espíritos cujo dom da mediunidade e até cuja loucura psíquica fazem de suas palavras, regras ditadas pelas divindades de suas épocas.
Com a maturidade espiritual e com os ensinamentos do Mestre Jesus, tais irmãos não mais conseguiram se projetar sem que se utilizassem do apoio de escrituras diversas, baseadas no amor divino, que nos dão a possibilidade do entendimento da misericórdia do Pai.
No entanto, ainda hoje experimentamos aqueles que não mais transmitem as mensagens aprendidas nos livros ou pelas inspirações de espíritos amigos, mas, sim, se utilizam do seu livre-arbítrio e de suas próprias verdades, tantas vezes com origem em seus próprios desalentos e descrenças, para clamar o nome de Deus e se intitular enviados.
Em todas as crenças e religiões, percebemos pessoas que se valem dos instrumentos de percepção e comunicação mediúnica para interpretar e, então, interferir, de forma aleatória, nos caminhos de seus irmãos, levando-os, em alguns casos, a um atalho sombrio e desnecessário.
Tantas outras vezes, nossos irmãos ditos profetas se aproveitam e se valem de adivinhações, levando um grupo inteiro à adoração gratuita de um ser humano que nega a oportunidade do auxílio fraterno e se faz messias: aquele que promete a cura dos males do mundo.
O fato é que, enquanto nos apoiamos nas mensagens e exemplos e fazemos parte da fraternidade do Cristo, estamos na sintonia daqueles que respeitam e seguem os preceitos de Deus. E, assim, não podemos nos furtar aos benefícios daqueles que, através de sua mediunidade bendita, foram trazidos para socorrer e orientar os infelizes, os incautos e os desvalidos e, através do amor, ensinam-lhes o caminho em direção à nossa própria redenção.
Precisamos ter, assim como os apóstolos, a capacidade de discernir qual trilha seguir, a partir das direções e orientações que nos foram e são passadas pela espiritualidade maior, e basear nossa trajetória naquele que se fez corpo e espírito e nos deu, através de seus ensinamentos e exemplos, a possibilidade de nos conectar com Deus.
Aquele que deixou e nos enviou seus discípulos e apóstolos para continuarem o caminho em direção à Seara do Pai.
Mas não tenhas a certeza de que todos estão aqui para nos orientar a partir das palavras do Mestre Jesus ou do Consolador. Muitos ainda as interpretam e misturam suas experiências pretéritas e suas verdades originais para nos apresentar mensagens que são distorcidas e que nos impedem de nos manter firmes em nossos propósitos e, assim, atrasam nosso progresso espiritual.
Aprenda a discernir e a compreender as palavras e mensagens constantes na Bíblia e nos diversos guias divinos, inclusive nos livros do Consolador, a partir do bom senso, do amor e das intuições que lhe são passadas pelos amigos da espiritualidade. Mas lembre-se de que, apesar de muitos se encontrarem hoje em um grau mais avançado, não detêm o poder de prever o seu futuro, pois este ainda está sendo escrito por todos nós, influenciados pelo livre-arbítrio, mas também pela crença nos irmãos errantes que se dizem profetas do Pai.
Confie mais no seu coração e na sua intuição e perceba que, sempre que ouvimos os conselhos mais simples dos anciãos, de nossos pais e daqueles que nos amam, podemos profetizar o sucesso de nossa caminhada, pois estes, além da experiência usam o amor como instrumento para nos guiar.
Escutem também os servos de Deus, aqueles que realmente vieram para espalhar a Boa- Nova e, sob a influência dos mentores espirituais que os auxiliam sempre, são os que trazem, desde outras vidas, a capacidade de aprender e de estar em sintonia com o Pai Maior.
Não percas a fé, não duvides; simplesmente aprendas a ouvir com os ouvidos espirituais e terás sempre a resposta que te parecer mais confiável e correta, pois estarás em sintonia com Deus, Jesus e seus apóstolos, que só querem te ver bem e no caminho.
Que Deus te abençoe e ilumine.
Pelo Espírito de João Alcântara Dilermando Cruz.