A complexidade do significado da vida imortal só pode ser percebida após nossa passagem. Mesmo com os estudos necessários para nossa preparação, as possibilidades que se apresentam são infinitas e, por isso, entendo que o preparo há de ser intenso. Os espíritos do Amor que responderam, no Consolador, às perguntas hoje contidas no Livro dos Espíritos tinham total razão ao nos falarem que certas questões estavam além de nossa compreensão. É certo que, após o desenlace, damos continuidade aos estudos iniciados muito antes de nossa estada em vida terrena, mas também é certo entender que nossa tarefa, missão, ou seja, lá o nome que lhe queiram dar, não será finda, pois muito há que se aprender e muito há que se cuidar. As profissões de fé, criadas a partir das mensagens oferecidas pelos profetas e por nosso Mestre Jesus Cristo, são como pílulas do saber a dosar cautelosamente vitaminas que sustentarão o espírito imortal durante sua caminhada na Terra e também no momento em que nos encontraremos com os mentores nas Searas do Pai. É preciso que tenhamos humildade para aceitar que estamos em desenvolvimento e que o muito que lemos ou vimos não faz jus ao que ainda temos de aprender. É preciso cuidar e estar atento aos ensinamentos ditos da vida, que nos são passados por aqueles que já vivenciaram momentos outros e que nos trazem em suas histórias, muito mais do que um desabafo ou uma narrativa solta de quem já não conta com a possibilidade de uma memória efetiva. É preciso compreender e acreditar no fato de que são diversas portas abertas e que, na maioria das vezes, só enxergamos aquela que nos parece ter se fechado. Por isso, é preciso ter fé, primeiro na nossa própria sabedoria e compreensão da vida até aqui, depois nos ensinamentos que nos são transmitidos até mesmo após nossa passagem. Não basta vestir uma túnica de humildade ou tomar o cajado de São Pedro, acreditando, assim, estarmos aptos à imortalidade. É muito mais do que isso, pois a vida é dinâmica e não se resume às idas e vindas, mas, principalmente, àquilo que delas imprimimos em nossa alma. Escrever, estudar e ditar às pessoas, novas e velhas regras de boa conduta e postura, não faz de nós enviados do Pai. O que vale são as ações que tomamos enquanto podemos, pois, se não o fizermos, com certeza, as realizaremos depois.
Que a luz do Pai, invada e console o coração de todos e que a fé os leve para onde quiserem estar.
Muita paz. Amo vocês!
Pelo Espírito de Sandro Arbex