Compreendemos os desígnios e ensinamentos do Pai, a partir de nossa própria perspectiva, que, muitas vezes, não nos permite alcançar real dimensão do que está sendo ensinado. Por isso, temos que ter confiança e perspectiva para que possamos continuar seguindo em frente, junto a todos, no caminho traçado por Deus.
Não queremos aqui afirmar que todos têm alguma falta de sabedoria ou conhecimento da Doutrina ou das Escrituras, mas, sim, que compreendam que, muitas vezes, o Pai nos ensina pela dor, preservando sempre o amor que nos dedica cotidianamente.
Todo acontecimento sempre terá início, meio e fim, e seu desfecho se dará quando a maioria de Seus filhos entenderem que, nesta vida e em outras, é preciso ter resignação, paciência e confiança num Pai Amantíssimo que jamais deixaria Seus filhos sofrerem em vão.
Por outro lado, Ele também já designou Seus mentores e discípulos para orientarem e protegerem seus irmãos, de forma que o que parece um fim doloroso, com certeza, será apenas um momento de aprendizado e entendimento de que todos estamos aqui pelo outro e por nós mesmos. E, mesmo que não tenhamos total segurança disso, somos sempre chamados ao auxílio do próximo, mesmo quando o próximo acreditar que não precisa.
Mesmo quando ele se negar a admitir que errou e que sofre muito por isso.
Vamos nos pôr à disposição do trabalho fraterno, mesmo sabendo que o outro não acredita em si mesmo e no próximo.
“Deus escreve certo por linhas tortas”. Este é um ditado que parte da certeza de um Pai que jamais colocaria um filho Seu em perigo se não fosse para educá-lo diante das faltas cometidas. Mas, com certeza, ainda afirmamos que precisamos esperar e confiar, porque o fim está longe de acontecer. O que pode e vai se realizar é a confirmação de que precisamos aprender com nossos erros e, ainda, precisamos entender que não existe outra forma de se chegar ao Pai que não seja pelo amor, pela fé e pela caridade.
Muito ainda aprenderemos para nos tornarmos um mundo de regeneração, mas este aprendizado sempre se dará em pequenos ciclos de teoria e prática do amor ao próximo e do amor por nós mesmos.
Não se deixe abalar pela ausência momentânea de fé. O Pai sabe de nossa dor e tem o remédio que cura. Só precisamos acreditar e nos colocar à Sua mercê, para que a vida possa mudar e voltar a ser um caminho de esperança de dias melhores.
Confie! Mesmo que lhe pareça um tempo perdido, confie!
Que Deus nos abençoe e ilumine.
Pelo Espírito do Padre Júlio Maria