Quando nos foi concedida a oportunidade da escolha, o Pai nos deu também a oportunidade do conhecimento.
Por meio de experimentações, temos que decidir qual o caminho a seguir, e também podemos nos posicionar como senhores de nosso próprio destino.
Entretanto, esta posição tem seus percalços. Por vezes, são necessárias grandes distâncias percorridas para enfrentar as consequências dos atos gerados por nossas escolhas.
Somos, então, compelidos à sensação de fracasso, cuja responsabilidade, por vezes, é atribuída ao outro, já que não reconhecemos nossas próprias escolhas e erros.
Mas o fato é que o livre-arbítrio é uma dádiva divina, visto que podemos nos conectar com nossa própria consciência, definir e defender nossas opiniões e direções, utilizando-nos de nossas qualidades e inteligência para implementá-las.
Saber que, mesmo diante do erro, existe a possibilidade de conhecer a si mesmo e ao outro por meio das escolhas realizadas é, sem dúvida, um grande passo para o crescimento espiritual e moral, mesmo quando persistimos no erro.
Afinal, a teoria de que uma ação pode ter consequências — mesmo que inesperadas — em outro ponto da urbe ou em relação a outro irmão nos remete à possibilidade de que nada será em vão ou tão desastroso que não possa ter beneficiado alguém.
O Pai, na sua infinita sabedoria, não nos concedeu uma dádiva que não contemplasse, de alguma forma, o auxílio. Ele nos dá a possibilidade do livre-arbítrio para que possamos, no mínimo, aprender a dirigir nosso próprio destino em prol de novas experiências e do desenvolvimento da razão espiritual.
Por isso, aprendamos, mais uma vez, que se utilizar-se do livre-arbítrio é uma decisão solitária, mas que sempre terá consequências coletivas. Por isso, temos que refletir para não tomar atitudes intempestivas, como agir por impulso sem antes olhar à nossa volta e pensar nas possíveis rotas a seguir.
Não interferir no caminho do outro, a não ser para auxiliá-lo e por consequência a nós mesmos. E, principalmente, assumir os riscos e as benesses de nossas atitudes, porque ambos representarão um novo caminho a seguir e uma nova experiência de vida.
Não desperdice seu dom em volúpias desastrosas. Faça-o de forma consciente e definitiva. E saiba e aprenda a seguir e a ouvir sua consciência e sua razão, pois elas o auxiliam a tomar decisões com o coração.
Seja sempre um sábio e um sonhador, enquanto aprende que só cabe a você mudar este mundo.
Pelo Espírito de Yohan Gustave