A vitória e a derrota são condições inerentes ao livre-arbítrio das almas, pois são definidas a partir da força de vontade e da coragem do ser humano para lutar em prol de suas convicções e de seus esportes.
No entanto, para a espiritualidade — a partir dos ensinamentos do Pai — não existem vitoriosos ou derrotados, mas, sim, aprendizes diante da experiência que poderá nos levar ao reconhecimento de nossos erros pretéritos e até dos erros imediatos.
A conquista do saber e da fé experimentada, são as concessões de nosso Pai diante de nossas próprias escolhas. Por isso, é importante não só competir, mas aprender com a competição aquilo que nos fará melhores a partir de então.
Não se acovarde diante do desafio nem se agigante perante seus competidores. Somos todos filhos de um mesmo Pai, que nos ensinou que o princípio de nossa existência é o de auxiliar, de ajudar o nosso próximo, mesmo quando estamos em lados opostos, pois estamos ambos experimentando a nossa fé em determinado quesito. Por isso, não transforme nunca suas lutas em embates medievais, nos quais a fé era usada como bandeira nas disputas pessoais e egoístas de homens e mulheres que detinham o poder.
Aja sempre à luz da Doutrina, colocando-se em reflexão para, então, desenvolver a ação que o levará a uma disputa de ideias, ideais e até mesmo de natureza física, que nada têm a ver com ganhar ou perder. Talvez tenha mais sentido o empate, no qual ambos podem absorver o conhecimento diante da prática dos ensinamentos do Pai.
Não se preocupe em ganhar ou perder; se concentre em conquistar o amor, o perdão e a perseverança diante da prática de uma disputa.
Preocupe-se, mais ainda, em conhecer o quanto aquela disputa afeta o outro e a você mesmo, para que possa encontrar, na certeza do aprendizado fraterno, a garantia de que o que importa é o que Jesus, nosso Mestre, nos ensinou: nosso Pai jamais deixará um filho Seu em desalinho ou desamparo por conta de uma disputa entre homens e mulheres que não têm a perspectiva do amor ao próximo como sua principal força de luta.
Vamos sempre confiar em nós e em Deus. E que seja mais uma vitória do amor e da perseverança. Deus é Pai e não nos faltará, mesmo quando um lado acreditar que venceu ou perdeu uma batalha.
Que assim seja!
Pelo Espírito de João Garcia Melo