É imperioso que tenhamos a certeza do significado de amar o próximo, amparar o outro, de viver a fraternidade, e principalmente, de praticar a caridade.
Não podemos perder de vista, jamais, esta lei divina, que é o mais importante ensinamento que nosso Mestre Jesus nos deixou.
Somos todos enviados para suprir a necessidade do outro, para que possamos crescer com estas práticas, que nada mais são do que aprender a perdoar e a ser perdoados.
Tantas são as vezes que nos parece que estamos em sofrimento quando, na verdade, estamos buscando o entendimento de razões e fatos que nem fazem parte desta vida que nos foi concedida.
Estamos tão preocupados com nosso sofrer que nem percebemos o quanto está sofrendo o nosso irmão, o nosso próximo. Não compreendemos que, nestes momentos, a cura para nossa dor pode ser a de consolar e até ajudar a curar a dor do outro.
Pode parecer confuso, mas a lógica da fraternidade é simples: quando nos concentramos no amor ao outro, estamos também absorvendo os fluidos de refazimento, que este amor emana. Por isso, nos sentimos melhor e muitas vezes, até curados da dor que outrora sentíamos.
Somos feitos a partir do amor do Pai, que nos ensina que ter piedade e misericórdia são virtudes que podemos aprender e cultivar, quando nos preocupamos com o nosso próximo.
Quantas não foram as vezes que nos encontramos com irmãos que nem conhecíamos, e se sentiram tão bem, somente porque lhes concedemos um instante de nosso tempo para escutá-los e, até mesmo, abraçá-los, para então continuarmos a seguir o caminho?
Quando nos colocamos diante deles com o coração e a alma abertos, deixamos ali, muito pouco amor, do tanto que temos para dar e mais um pouco da fé que professamos, em um simples gesto de escutar e desejar que Deus os acompanhe.
Temos também a oportunidade do trabalho em equipe, pois nossos irmãos cuidadores podem intervir com um passe, com fluidos consoladores e até com inspirações que renovam a vontade de viver mais intensamente esta dádiva que Deus nos confiou: a vida.
Tenham em mente que o que importa não é o quanto do nosso tempo podemos oferecer, mas a qualidade desse tempo e a capacidade de acreditar que só o amor pode – e há de – curar as dores do mundo.
Não deixemos que os pequenos percalços do caminho nos façam desacreditar no poder do amor, do perdão e da união entre irmãos. Eles são tão pequenos que, na maioria das vezes, nós é que os enxergamos grandes e intransponíveis.
Seja mais amor e menos dor!
Cultive a fé e a esperança com mais afinco!
Acredite em si e nos outros, sejam almas ou espíritos, pois a fraternidade é feita destas correntes, onde cada um é o elo que se fortalece quando acredita que pode e que estará aqui pelo outro e, assim, também por si mesmo.
Não percamos o nosso tempo lamentando a própria dor. Busquemos o auxílio dos homens e o amparo de Deus, por meio da espiritualidade amiga, mas estejamos prontos e de coração aberto para oferecer ao outro tudo o que ele necessitar, mesmo quando acreditarmos que não temos mais força para fazê-lo.
Verás que somos fortes o suficiente para o amparo e o auxílio ao próximo e, ao mesmo tempo, encontrar o nosso próprio refazimento. Porque Deus não nos dá menos do que podemos realizar, nem nos confia tanto que não possamos encontrar, dentro de nós, força para cumprir.
Que Deus nos console, abençoe e ilumine.
Pelo Espírito de João Ricardo