Formar uma família é muito mais do que uma simples troca de olhares, de gestos, de carinho e de juras de amor eterno.
É preciso que tenhamos em mente que ela é uma escolha que fizemos há muito tempo, quando nos foi dada a possibilidade de reencarnação e, por isso, é importante saber que a família faz parte de nossa missão nesta vida.
O fruto de uma paixão pode não ser eterno, não porque não somos mais apaixonados, mas talvez porque essa fosse a função precípua daquele encontro, naquele momento. Entretanto, isso não quer dizer que não possa ser “eterno enquanto dure” como disse o poeta, mas, sim, que, nesta vida, cada um tem um desígnio a cumprir, e o amor espiritual não é igual ao carnal, pois muito de tudo isso tem a ver com o perdão que podemos oferecer e conquistar nestes relacionamentos.
Também não quer dizer que sejamos somente nós a perdoar ou a pedir perdão, mas sim somos nós que devemos acompanhar e auxiliar o outro em sua missão de busca pelo perdão e pelo amor aos seus e ao próximo.
Quer dizer também que a nossa missão será sempre a de auxiliar, amparar e confortar aquele ou aquela a quem juramos amor eterno… enquanto dure.
Porque todos somos passíveis do erro e do acerto e, quando reencarnamos, buscamos combinar com nossos mentores espirituais as formas de saldarmos nossos débitos ou criarmos créditos em nossa vida terrena.
Não estamos esquecendo que existem, sim, relacionamentos que são frutos de juras eternas de amor e de felicidade. Existem, sim, aqueles que são construídos nesta e em outras vidas, levando-nos sempre a pedir para estarmos ao lado dos nossos pares espirituais.
Existe, sim, o “felizes para sempre”, e o que Deus uniu o homem não deve separar. Então, precisamos aprender a cultivar esse amor que transcende o olhar e o fogo da paixão avassaladora e que pode se tornar um ponto de encontro ou de partida, mas que só depende do que fazemos com o nosso livre-arbítrio nessas oportunidades. Deus tem tudo sob controle, inclusive o destino de cada um de nós, mas todos podemos alterar a história e o caminho que nos levará à Casa do Pai.
Por isso, amem sempre e busquem encontrar o seu amor eterno.
Lutem, chorem e vivam, a cada dia que lhes for possível, ao lado daquele ou daquela que, a cada momento, transformará a paixão em amor, o amor em respeito e, por fim, fará de ambos cúmplices: duas almas que se encontram com o propósito de se tornarem unidas, por um mesmo sentimento e que, mesmo depois do desenlace, ainda permanecerão ligadas até que um dia possam se encontrar novamente.
Que Deus abençoe os amores eternos de espíritos que buscam chegar à Sua Casa em comunhão, de mãos e corações entrelaçados.
Que a paz e a felicidade encontrem os seus corações.
Pelo Espírito de Maria Cecília de Oliveira Nogueira