Sim, eu pequei!
Pequei por me amar demais e não enxergar o amor de quem sempre esteve ao meu lado.
Pequei por acreditar que a vaidade era uma falácia e que ela não estaria comigo.
Pequei por não reconhecer a fé dos homens nem a dos anjos, pois tudo não passava de uma história.
Pequei por não incluir na minha história os meus e somente o fazê-lo numa suposta lápide fria com os dizeres: “Aqui jaz um homem de família”.
Eu pequei, fui pecador e peço perdão!
Mas posso dizer que também aprendi que a vida não termina na virada do morro, que o mundo não é o vilão e que os homens são feitos de uma razão incerta que nunca leva em consideração a emoção.
Perdão! Porque só hoje sei o valor de uma vida, da família e, principalmente, das emoções e razões contidas na fé, no outro, e na fraternidade universal, que impulsiona aqueles que cometem o pecado de amar e se doar demais.
Pecado esse, que é aceito pela Igreja, pelos santos e fiéis e por Deus, que abençoa os bons pecadores da fé e os divulgadores do amor.
Sou hoje um pecador em remissão, com a possibilidade de alcançar a luz e a paz que Divino Mestre apregoou nas suas histórias, contadas pelos seus discípulos e vividas pelos que acreditam em Deus e em seus seguidores. Homens e mulheres que buscam a redenção pelo trabalho incessante na obra da fé e na caridade e que entregam sua alma a um sacerdócio.
Mas não somente os que integram as igrejas romanas ou as diversas denominações, mas aqueles que acreditam em viver em uma espécie de penitência de luz, na busca do auxílio constante do próximo, na prática da caridade e da fraternidade moral e espiritual, onde o que importa é fazer e doar o bem.
E, por meio de ações pequenas, mas com enormes resultados, são capazes de levar ao coração em dor um pouco da paz e do amor que ora experimentamos.
Viver em penitência de luz, em que pensar e agir não são nem serão movidos por vaidade ou egoísmo, mas, sim, pela busca do bem-estar e da boa nova para abrandar uma alma aflita ou até algumas em colisão consigo mesmas e com Deus. É viver e trabalhar sempre, mas não é um sofrimento.
Eu pequei e me arrependo por isso, submeto-me a uma oração de pequena monta e de boas e poucas palavras:
“Pai, perdoe, porque nós pecamos, mesmo sem saber, mas estamos aqui por Ti e por todos aqueles que ainda não compreenderam que só existe e só existirá o pecador se não houver amor ao próximo.
Perdoa, Pai, pois eles e eu não sabíamos o que fazer, e agora estamos aqui, todos juntos, em Teu nome e na busca da fraternidade, através de nossa redenção, doando o pouco que temos para os que têm menos ainda, através destas palavras amigas, carregadas de intenções sinceras de amor.”
Que seja assim, hoje e para sempre. Amém!
Pelo Espírito de Dom Eugênio Salles