ETERNO 

Nós não somos eternos! 

A eternidade é um estado do espírito, de um ser que assim se torna pelas suas ações e não pelo seu legado material.

Passamos a vida amealhando coisas, vivemos pelo fator financeiro e material. Edificamos casas e construímos carreiras e nunca nos lembramos de que o que vale são as obras realizadas na fé e na construção fraterna do auxílio aos que nos procuram, não por outro motivo, senão o de nos possibilitar criar o nosso portfólio de amor, caridade e fé em Deus.

Não somos eternos porque deixamos nossa marca em prédios ou na vida profissional, mas, sim,  porque estamos vivos na memória daqueles a quem nem nomeamos e que sequer nos reconhecem, senão pela alcunha de irmão que os amparou naquele momento tão difícil, de uma vida inteira.

Somos eternos pelo fato de estarmos seguindo a nossa missão primordial de amar ao próximo e, então, criar refúgios seguros para tantas almas amigas ou simplesmente ser este porto seguro. Isso, inspirado nas palavras de nosso Mestre Jesus Cristo e nas orientações do Consolador, para que possamos levar a paz e a misericórdia divina, àqueles que delas precisarem.

Não somos eternos pelo que escrevemos, mas, sim, pelo que nossa escrita significa para nossos irmãos. Lembre-se de que o Mestre Jesus nos deixou seu legado sem jamais ter escrito uma só linha.

O Consolador, nosso Kardec, fez de tudo o que lhe foi dito e nos deixou uma obra-prima para que todos pudessem reconhecer a ciência e a religião do espírito, mas seu legado maior foi o de edificar o espiritismo. E assim nos ensinou que não precisamos editar livros ou nos tornar acadêmicos para trazer aos que sofrem uma palavra amiga, pois a simplicidade, não impede a possibilidade do trabalho constante pela difusão e transmissão do amor divino.

Seremos todos eternos no dia em que compreendermos a nossa missão primeira de amar e de levar uma lição de fé aos que dela necessitarem.

Somos eternos pelas nossas realizações, mas, principalmente, pela resiliência de continuar, hoje e para sempre, a buscar o Pai e seus ensinamentos e a agradecer todos os dias pela oportunidade que teremos de, um dia, nos dizermos eternos, não porque erguemos prédios, mas porque construímos pontes de fraternidade.

Eternos, não porque escrevemos livros, mas porque fizemos da leitura nosso carinho e conforto para com aqueles que ali estiveram. 

Seremos eternos, não pelos títulos alcançados, senão pelo título de irmão, em fraterno amor e respeito pelo nosso próximo e por tudo o que ele significa.

Somos irmãos e filhos de um Pai que nos dá a alegria de saber que estará eternamente ao nosso lado.

Então, se não  formos eternos, que sejamos felizes e completos para sempre!

Pelo Espírito de Marcus Vinicius