Os rituais ensinados pelos anciãos de outrora, para os momentos de reflexão, oração e meditação, levam em consideração as vestimentas, os motivos e até a alimentação do dia.
Hoje, tais pensamentos dão lugar à dispensa desses detalhes. Entretanto, ainda percebemos a necessidade de, pelo menos, estarmos predispostos e concentrados para o encontro com nossos mentores e amigos espirituais e, por conseguinte, com nosso Pai Celestial.
É preciso respeitar as diversas crenças e instruções que ainda nos alcançam e nos foram transmitidas, não porque isso possa interferir numa boa conversa com o Criador e suas criaturas, mas porque isso nos coloca em posição de sentir, compreender e vencer e de reconhecer as possibilidades de agir em prol do outro e de nós mesmos.
Quando nos colocamos em posição de reflexão e oração, precisamos estar em sintonia com nossos irmãos espirituais, para que possamos utilizar o máximo de nossas ferramentas de benevolência e de fé, fazendo com que elas atinjam o seu objetivo maior: o de socorrer e auxiliar o próximo.
Não cabe aqui definir qual é a melhor forma de se concentrar, com qual vestimenta isso deverá ser feito ou, tampouco, definir se nesse dia, você deve ou não se alimentar, permanecendo na penitência do jejum.
O que cabe é compreender que, quanto mais nos preparamos para o encontro com o Pai Celestial, mais estamos aptos ao auxílio e à percepção do outro que nos clama por ajuda.
Não se desfaça também dos ensinamentos de respeito e organização que aprendemos nas escolas evangelizadoras ou daqueles que nos foram transmitidos pelos ensinamentos do Consolador e pelos dogmas das diversas religiões e crenças do mundo terreno.
O que importa é a possibilidade de aprendizado acerca da concentração e do controle sobre os pensamentos transmitidos e recebidos durante nosso trabalho vocacional de amor e fé.
Os rituais não são nada mais do que a possibilidade de uma ligação entre as almas e espíritos de forma concisa, eficaz e fluida no encontro fraterno.
Eles não representam somente a possibilidade da adoração; sua função é a de possibilitar uma conversa fluida com nosso Pai, nosso Mestre Jesus, seus discípulos e obreiros do amor e da caridade. Além disso, muitos de nós, após anos de aprendizagem e estudos, conseguimos nos encontrar e conversar com os amigos da espiritualidade e com o Pai em lugares não muito ortodoxos.
O importante é compreender que podemos estar em sintonia com o bem e crer na verdade de um Pai amantíssimo, em diversos momentos de nossa vida, desde que aprendamos a nos controlar de corpo e alma e a nos entregar aos pensamentos de amor, para que a sintonia seja plenamente estabelecida.
É preciso que nos inspiremos na reflexão constante, com pensamentos e ações que correspondam aos melhores sentimentos de fraternidade e caridade, para que se possamos cumprir o único ritual necessário para os encontros e conversas com aqueles que nos amam, abençoam e auxiliam em todos os momentos de nossa jornada.
Orai e vigiai; este é o ritual que Deus nos ensinou e que nos leva ao encontro de sua sabedoria e misericórdia.
Orai e vigiai!
Pelo Espírito de Maria do Socorro