Qual a consequência de viver e não deixar o outro viver?
Qual a consequência da guerra e da paz?
Qual a consequência de lutar ou de se abater e se entregar?
Qual a consequência de continuar o caminho ou desistir?
Qual a consequência de amar incondicionalmente e de se negar ao amor?
Qual a consequência de acreditar em um Deus e de não acreditar em nada?
A resposta para tais questões é tão simples quanto a dúvida, pois as consequências podem ser iguais ou maiores do que as ações, independentemente da soma ou de uma equação de grau indeterminado.
Independentemente da física quântica, da química nuclear ou mesmo das diversas razões científicas, que possamos buscar para compreender o que nos acontece, nossas ações podem produzir reações e consequências.
O fato é que não gostamos de compreender que esta é uma assertiva comum a todos, sejam pobres ou ricos, negros ou brancos, povos originários ou contemporâneos, homens ou mulheres… todos podemos ter um crédito por nossa ações ou um débito pelas reações desencadeadas.
Tudo parece claro, mas, por mais incrível que pareça, muitos ainda não percebem ou se fazem de rogados, e não acreditam que precisamos vigiar sempre e cuidar para não atingir o outro, pois, com certeza, tal qual um bumerangue, quando lançamos pode voltar na direção de quem o lançou.
Os antigos sábios de uma vida, sempre souberam que amor com amor se paga e que o ódio é uma paga que não cobre somente a dívida com o outro, mas impregna a alma de fel, e, quando percebemos, estamos envenenados por nossa própria vontade.
Jesus Cristo, nosso Senhor, nos ensinou que o melhor e mais milagroso remédio se faz com duas doses de amor, uma de perdão e dez gotas de resignação.
Ele também nos mostrou que, para que uma guerra se inicie, basta a ação de um único homem. Ao mesmo tempo, aprendemos com nossos mentores espirituais e mestres de uma vida que, da mesma forma, uma única ação de amor e fé pode desencadear uma corrente de transmissão do Bem, capaz de contribuir até mesmo para o fim de uma guerra.
Não é preciso que saibamos com certeza quais serão as consequências de nossos atos impensados e irracionais, mas, sim, as consequências dos atos de caridade e esperança, que, com toda a certeza, são capazes de salvar e transformar vidas e até de contribuir para o fim de conflitos urbanos. São capazes também de nos fazer encontrar caminhos e razões para continuar com uma vida plena e feliz, tanto para os que acreditam quanto para os que não.
O Pai nos ensina a orar todos os dias, não somente por meio das orações contidas no Evangelho ou nos livros sagrados, mas, principalmente, por meio daquelas que se iniciam com um “bom dia” e terminam com um “vá com Deus” e através das quais podemos alcançar o coração de irmãos e irmãs, almas e espíritos que nos encontram diariamente, em nossa casa, em cada esquina, em pensamento.
A consequência de amar incondicionalmente é a de encher os corações e o mundo de esperança e de fraternidade e, assim, quando do dia do encontro com o Pai, que possamos nos sentir completos e prontos para explicar aos que vierem que toda ação de amor sempre terá como consequência uma reação de fé, caridade, esperança e até de felicidade.
Que Deus possa nos unir, hoje mais do que ontem, e que sejamos capazes de ser tudo aquilo que Ele espera de nós.
Amém!
Pelo Espírito do amigo Afrânio dos Anjos