Compreender o seu tamanho, a sua capacidade e o seu poder de mudar o mundo passa, em primeiro lugar, por reconhecer a sua própria força corporal e mental, para então alcançar a compreensão de sua força espiritual.
Temos a certeza de que tudo é fácil, quando, ainda na tenra idade, nos propomos a explorar o mundo, que, na maioria das vezes, não passa do nosso quintal. Depois, nos tornamos mais experientes, mas, ao mesmo tempo, temos a certeza de que as nossas ações provocam reações, e assim, já não mais nos propomos a enfrentar os desafios sem pensar ou considerar as consequências.
Na maturidade, quando já nos colocamos diante do equilíbrio da sabedoria adquiridas ao longo da vida, temos a tendência de desistir das lutas, muitas vezes, sem nem reconhecer sua existência ou nossos oponentes. Somos compelidos, por vezes, a não mais querer trilhar o caminho e acreditar que chegamos ao fim da estrada.
Na verdade, estamos, cada dia, mais próximos de nosso destino, mas não do fim do caminho. A luta que ora empreendemos no plano terrestre não se desfaz quando de nossa passagem para o plano espiritual; ao contrário, segundo nossa compreensão espiritual, ela se intensifica com nossos novos saberes e sentimentos, sem que isso signifique que se torne necessariamente mais fácil ou mais difícil.
Por isso, precisamos estar atentos e aptos a lutar pelo que nos pertence, pelo que queremos conquistar e por aqueles que de nós esperam a força e a sabedoria para lhes indicar o caminho.
Não podemos nos esconder somente atrás da cortina da idade, do desânimo, nem permitir que as limitações impostas por uma doença definam tudo aquilo que ainda somos capazes de realizar; temos de nos espelhar nos anciões que nos precederam e que nos mostraram que viver é uma dádiva do Pai e que podemos usufruir dela, até o último instante possível, com alegria, harmonia e com a eterna esperança em dias melhores.
Não podemos nos aninhar no canto escuro do quarto e deixar de viver, simplesmente porque entendemos que nos tornamos velhos. Somos capazes e, quando não mais pudermos carregar o fardo da mesma maneira, buscaremos formas diferentes, inteligentes e mais adequadas para carregá-lo.
Desperdiçar nosso tempo apenas com lamúrias, é o mesmo que entregar a vida ao carrasco para que ele cumpra o nosso destino.
Não foi assim que os amigos da obra divina nos ensinaram nem nos ensinam o tempo todo; por isso, temos a obrigação moral e espiritual de nos colocarmos ao trabalho, dentro de nossas possibilidades, até que possamos alcançar o nosso destino e, quando isso acontecer, que possamos renovar nossos esforços para continuar.
O ócio imposto pelo desânimo pode ser uma força contrária ao amor e à caridade; por isso, não se queixe das dores e do cansaço e usem esses momentos para a reflexão e oração, Assim, com certeza, você será inspirado sobre qual a melhor forma de continuar o trabalho divino que o Pai nos confiou.
Vamos trabalhar!
Pelo Espírito do Irmão João Martins