Perceber o outro é um dever de todo cristão. Afinal, ele é o nosso próximo e foi assim que Jesus nos ensinou: “Amai ao próximo como a ti mesmo”.
Muitas são as vezes em que encontramos nestes irmãos uma barreira de incompreensão, quanto à sua irmandade, honestidade e vontade de ajudar.
Tantas são as vezes em que gostaríamos de doar mais, abraçar e afagar, mas somos impedidos pela palavra ríspida, pelo olhar orgulhoso, pelas atitudes de afastamento que chegam a nos ferir o coração e a alma por não conseguirmos alcançar nosso próximo, irmão, companheiro.
Tantas são as vezes em que nos calam, com palavras duras, mesmo quando tentamos proferir palavras de amor e de compreensão.
Tantas e tantas vezes somos incompreendidos que chegamos a considerar a possibilidade de nos calar, amarrar nossos braços e fechar nossas mãos e nosso coração.
É duro, difícil e inacreditável. Talvez sejam estas as palavras finais a serem consideradas. No entanto, temos que lembrar que Jesus foi por muitos incompreendido — e ainda o é — e por tantos repelido. Suas palavras foram envolvidas em mentira e desordem, em nome de uma verdade que a poucos interessava.
Negaram Sua amizade e amor e, por tantas vezes, se esqueceram do que Ele representa. Mesmo assim, Ele jamais negou o afeto, o amor, a resiliência e a paciência. E a estes nunca negou uma nova tentativa, uma nova palavra, pois acreditava que todos somos passíveis de mudanças, todos somos capazes de perseverar e ninguém está acima do outro, pois um dia, na grande sabedoria divina, nos encontraremos novamente em algum lugar, em um novo momento e com novas necessidades e possibilidades.
Por isso, meu irmão, minha irmã, nunca desista do seu próximo, de sua tarefa diária de espalhar amor e perseverança.
Nunca deixe de dizer “que Deus te abençoe”, mesmo e principalmente quando tenha sido ofendido ou rejeitado, pois, se o outro não quer a palavra amiga, nada te impedirá de lhe doar uma prece.
Não deixe de continuar teu caminho porque o outro se nega a te acompanhar. Ande mais um pouco e lá na frente verá que, apesar de estar um pouco mais atrás, vocês continuam a seguir a mesma estrada.
Nunca se esqueça de que, se te negarem a palavra amiga, doe-lhes a prece serena e amorosa.
Que deus te abençoe!
Pelo Espírito de José Lúcio Lima