A PRÁTICA DA CARIDADE

A caridade, ao contrário do que muitos pensam, não se faz somente pela doação de seus pertences e bens materiais ao outro. Caridade é uma constante vigilância pelo próximo.

Vigiai os teus e os outros, e terás experimentado a percepção e a intuição a serviço da emissão de vibrações fraternas. 

Não é necessário que sejas um médium vidente ou sensitivo para que possas observar e perceber a necessidade do teu irmão. 

Este dom o Pai nos concedeu a todos. Observar e perceber as informações que a vibração do perispírito nos envia são instrumentos que não nos distinguem como cristãos. Afinal, todas as religiões pregam a caridade e a vigilância constante contra o mal e a favor do outro.

Na Doutrina, mais especificamente, esta é uma ferramenta de todo espiritista, seja ele quem for. 

Somos compelidos a usá-la desde que experimentamos os ensinamentos do Codificador, e mesmo aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo, na convivência com seus pares, aprendem a carregar consigo a capacidade de observar e compreender sua tarefa no auxílio imediato daquele que, mesmo em silêncio, clama por socorro.

Fazer caridade, como já dito, é possível a quase todo momento, pois, o simples ato de escutar e perceber teu irmão te dá a chance de poder lhe repassar as instruções que vêm do coração e da alma para que ele se refaça ou escute as respostas em seu próprio pensamento e as leve ao coração ferido.

Tantas são as vezes que praticamos a caridade da indulgência, quando simplesmente escutamos o que, para nós, seriam pequenos problemas, mas, para o próximo, torna-se motivo para buscar o auxílio. E, assim, sem nos apercebermos, liberamos fluidos de amor e consolação em prol do outro. 

Da mesma forma, tantas são as vezes que deixamos de praticar a caridade por falta de paciência, ausência de tempo e de carinho pela alma em sofrimento.

Nosso espírito, assim como nosso corpo precisa de alimento para prosseguir, e este se encontra na oração, nos ensinamentos, mas, principalmente, na caridade de doar fluidos de amor e de misericórdia, emanados por irmãos que os espalham através de breves palavras e de ações simples, mas carregadas da boa vontade de nosso Pai Celestial.

Ao compreender este fato, podemos agora nos doar mais, doar nosso tempo, assim como fluidos de paz e consolo, através da prece silenciosa e das palavras amigas que serão enviadas ao coração daquele irmão ou irmã que nos procura em desamparo.

Podemos compreender que não existem problemas ou obstáculos grandes ou pequenos, mas, sim, ausência de luz para enxergá-los, o que nos torna, em muitos casos, um farol a guiar o coração alheio, seja por palavras seguras ou pelo abraço amigo.

Todos, independentemente de seu grau de espiritualidade ou mediunidade, têm a obrigação de praticar a caridade e podem doar sempre, muito mais que o alimento da carne, mas, principalmente, o alimento do espírito, que lhes foi ofertado graciosamente quando um dia acordaram e se perceberam neste planeta tão abençoado por Deus.

Não se furte a dividir o que o Pai lhe concedeu: o dom da vida, pois, quando se dá um ombro amigo  para o consolo de teu irmão, está-se doando vida nova, esperança e paz a uma alma em aflição. Isso sem sequer precisar gastar os Talentos que te foram emprestados pelo Pai para tua sobrevivência. 

Somente entregas o amor que recebestes, devolvendo-o a teu próximo, que um dia poderá entregá- lo a outro mais necessitado.

A caridade não é um dom divino de poucos, mas uma obrigação de todos.

Praticá-la corresponde a alimentar a alma e o espírito, dissipando toda e qualquer dúvida que possas ter de que sois filho de Deus, irmão de Jesus e, principalmente, de que és capaz de compreender que as verdadeiras joias que Ele nos concedeu estão todas na forma da caridade que puderes ofertar ao teu próximo.

Vá e pratique hoje mesmo a caridade!

Deus os abençoe e ilumine.

Pelo Espírito de João Ricardo