Por que não aprendemos com nossos próprios erros?
Será porque não compreendemos os ensinamentos ou será porque não estamos prontos para crescer espiritualmente?
O fato é que estamos sempre batendo na mesma tecla e nunca nos percebemos inferiores àquilo que acreditamos ser.
Não temos a coragem de admitir que precisamos de ajuda ou mesmo de aprender.
Somos compelidos à defesa através do ataque aos que nos cercam e que também estão pedindo socorro.
Quando admitimos nossas falhas, parece-nos tarde para buscar a correção e, por isso ,também nos afastamos fisicamente do problema, mas nos esquecemos de que, espiritualmente, este ficará marcado em nossa agenda.
Nos deixamos levar pelo descaso com o outro, por acreditar que ignorá-lo resolve o problema, mas, na verdade, estamos adiando o encontro para um novo momento.
Não temos a capacidade de pedir auxílio, porque não nos entendemos devedores de outrem, muito menos credores de alguém. Assim, adiamos mais uma vez, na inocente negação da dívida esquecida.
Quando percebemos nossas falhas, não queremos admiti-las pelo simples fato de não termos conseguido aprender ainda o suficiente para resolvê-las. Então, agora, cabe ao espírito em construção buscar este auxílio, encontrando, na sua intuição, nas mensagens e até na oração em silêncio, suas respostas e soluções.
Todos somos passíveis de erro, mas, principalmente, somos capazes de consertá-los.
A fuga nunca será uma solução, pois somente representará o adiamento para um próximo encontro. Então, cabe ao aprendiz do amor, buscar o encontro e oferecer respostas ao próximo, jamais o silêncio do agressor acovardado.
Somos trazidos ao enfrentamento pelo simples fato de nunca termos escapado dele.
Jesus nos ensina que nada é tão fácil que não possa ser dificultado, nem tão difícil que não possa ser resolvido E, para isso, Ele apresenta as ferramentas e os remédios para consertar e curar, o que está com defeito ou dolorido. E tal reparo se dará através do amor, da fé e da resiliência, para que, então, possamos alcançar, com toda a paciência, os corações atormentados e os espíritos em desalinho.
E, assim, que possamos recuperar o que foi quebrado, o que está perdido, aquilo que sempre terá conserto; senão pelo amor, que seja então, pelo perdão.
Saia agora e vá buscar aqueles que deixou para trás e traga-os para perto do seu coração. Aqueça-os com ternura e afague-os com a prece. E nunca mais se esqueça de que somos capazes de curar a ferida do mundo; basta que tenhamos boa vontade e muito amor.
Que a paz esteja aqui.
Pelo Espírito de Maria José