Tenha calma quando tudo lhe parecer errado ou fora do lugar.
Tenha calma quando o outro não lhe for gentil ou o contradizer.
Tenha calma quando nada lhe parecer dar certo ou o fizer sentir mal.
Tenha calma quando mais se esforçar para tentar acertar.
Tenha calma quando não conseguir deixar a razão falar mais alto e se prostrar diante do mundo.
Tenha calma, porque, quando tudo lhe parecer andar para trás, na verdade, isso não passa de nossa falta de controle e paciência.
Tenha calma para ler e escutar o que lhe é dito ou escrito, para que, então, possa aprender a ter calma.
Quando tantos nos pedem calma, sempre nos parece que estão pedindo para recuar e não agir diante das possibilidades de uma iminente falta de fé ou até da ausência de saúde mental.
Na realidade, este é um exercício que remete aos primórdios da fé, quando os monges e os homens que se dedicavam à clausura já se utilizavam da tranquilidade e da paz interior como forma de autoconhecimento e cura.
Eles aprendiam com seus mestres, e estes aprenderam com nossos Mestres Jesus e Buda, que é necessário e importante harmonizar o corpo e a mente para que se possa escutar o espírito, que é sempre um bom conselheiro da alma. Por isso, se utilizavam do distanciamento imposto pela clausura para efetivamente encontrar o seu interior. Isso hoje ainda é possível se soubermos escutar o que nos é dito ou escrito, para que, então, tenhamos tranquilidade suficiente para resolver nossas agruras diárias.
É também a melhor forma de compreender o motivo do desalinho do outro, para que, assim, possamos nos abstrair de sua falta de paciência.
Todos temos o poder da autocura e da resolução de problemas, mesmo os que nos pareçam impossíveis. Para tal, o princípio fundamental é a calma, pois sem ela, jamais escutaremos nossos pensamentos ou as instruções dos espíritos amigos que nos aconselham sempre que estamos em desalinho.
A calma serve também para que possamos escutar o outro com os ouvidos e o coração abertos para entender seus apelos, mesmo quando sua mensagem nos pareça um grito ensurdecedor. Assim, com calma, nos colocaremos aptos a compreender o seu verdadeiro sentido, para que, então, possamos ajudá-lo e também nos ajudar.
Respire fundo e, agora, tenha calma, porque estamos aqui e juntos vamos encontrar a paz, que já está dentro de nós, mas que é silenciada pelos gritos de dor que não se calam em seus pensamentos e que não são seus, mas são ecos de dor daqueles que não cultivaram a paciência, a resiliência e a calma.
Que Deus possa nos ouvir e enviar seus anjos e monges para auxiliar e curar estas almas em desalinho.
Agora, respire e tenha calma, muita calma.
Pelo Espírito de Conceição Alves Coelho.