Um dia, um menino veio ao mundo para ensinar aos adultos a se comportarem como homens e mulheres cristãos.
Naquele dia, nosso Pai Celeste nos ensinou que, muitas vezes, as respostas para nossos problemas estão na inocência do nascimento de uma criança, na pureza de seu significado, na união de duas almas, em uma conjunção de amor que gerou a esperança de dias mais felizes.
Na vida, buscamos sempre complicar para, então, tentar descomplicar, brigar para, então, pedir desculpas, ser malcriado — como dizia minha mãe — para, então, se comportar.
Na vida, conseguimos sempre, por meio da duplicidade das ações e reações, tentar controlar algo que poderia ter sido controlado com a simplicidade de pensar antes de agir, de orar antes de ser necessário pedir perdão. E, então, percebemos que nossas ações, assim como prevêem as leis divinas, sempre podem gerar uma reação adversa ao amor.
Cabe aqui a pergunta: não seria mais fácil se tivéssemos a tranquilidade de pensar antes de agir, mesmo quando nos sentimos provocados?
Assim, não estaríamos mais próximos da razão do que da necessidade de um pedido de perdão?
O fato é que o menino se tornou mestre, nosso Mestre Jesus, e nos ensinou que não é necessário dar a outra face se nos dispusermos ao diálogo, ao entendimento e a estender a mão, em vez de fechá-la.
Cabe a cada um de nós compreender que, na maioria das vezes, o final seria mais fácil e rápido se aprendêssemos a dizer sim.
Sim à paz, à convivência em harmonia, ao atendimento ao pedido silencioso de socorro, ao simples e eficaz pedido de desculpas, no caso da impossibilidade de dizer sim.
Dizer sim, não é ser fraco ou servil, mas ser lúcido e inteligente, quando a vida nos impõe um desafio.
A ação de um sim é mais forte do que a necessidade da reação e de um pedido de perdão. Se as palavras e ações forem sempre posicionadas desta forma, uma antes da outra, não seria preciso perdoar ou ser perdoado, pois estaríamos sempre um passo adiante, em prol da razão e de uma emoção controlada, em vez de nos aproximarmos do descontrole desmedido de quem nunca soube como se comportar diante dos fatos que lhe são apresentados e, assim, agir como um adulto e não como uma criança malcriada e sem medidas.
Comporte – se como um homem ou uma mulher que aprendeu com os ensinamentos do Mestre, a usar a razão em prol do amor, da fraternidade e da esperança de que estes pequenos atos isolados se reflitam na educação das crianças que um dia poderão se tornar mandatários de uma nação e, por simples malcriação, decidir querer para si o país do outro, não se importando com as consequências geradas pela sua falta de educação para a vida.
Lembrem-se: somos todos grãos de areia que, juntos, podem se tornar uma pedra sólida e inquebrável e, por isso, precisamos ser um exemplo, pequeno, mas eficaz, de almas que vieram ao mundo para se comportar como verdadeiros cristãos, filhos de um Pai que os ama muito e tem muito orgulho dos que já aprenderam a se comportar.
Que Deus possa nos educar e nos guiar em direção à paz.
Pelo Espírito do Professor Irmão José Ignácio.