Jesus, quando veio à Terra, tinha a certeza de que não estava a passeio, bem como tinha consciência de Sua condição espiritual.
Fez-se carne, na intenção de buscar auxiliar e até salvar almas ignorantes que desconheciam suas próprias fraquezas e seu potencial.
Fê-lo de forma divina, pois Sua mensagem nos deu a possibilidade de compreender nossas novas e verdadeiras vocações no plano universal e espiritual e, hoje, mesmo de um “jeito torto” somos ainda melhores e passíveis de novas conquistas.
Foi-nos dada, a cada um, a possibilidade de mudança, seja pessoal, seja na intenção do auxílio coletivo. Por isso, precisamos entender que se faz necessária a compreensão de nosso papel neste mundo.
A alguns foi possibilitada a riqueza de recursos, na busca do aprimoramento de sua capacidade de ajudar a muitos. Mas nem sempre esta fortuna será material e, assim, talvez não compreendam ainda que o seu saber é convertido em pedras para a construção deste novo mundo.
A outros serão parcos tanto os recursos materiais quanto os intelectuais. E a estes será solicitado que possam se espelhar no caminho do Mestre, no que se refere à humildade, à resiliência, ao sofrimento e às dificuldades enfrentadas para o próprio crescimento espiritual.
E Ele se tornou um exemplo a ensinar os que O cercavam. Mas, em ambos os casos, somos todos engrenagens de uma máquina que se mantém com o amor, a paciência e a esperança dos filhos de Deus, nosso Criador e Criador do universo.
Não podemos nos perder na eterna ignorância do passado; precisamos aprender sempre a auxiliar na construção de um futuro próspero e de fé constante em nós mesmos e no próximo.
Aprendamos com os percalços da humanidade, que sobreviveu a momentos difíceis.
É hora de colocar em prática novas fórmulas e razões que nos levarão ao novo tempo, previsto pela espiritualidade maior, que nos orienta e nos apresenta um novo mundo, agora de regeneração e saber.
Um novo saber que ainda é passível de desentendimento por muitos, mas que aflora dia a dia em vários pontos do globo e que, em breve, será disseminado por todos os cantos, mesmos os mais longínquos.
As ferramentas já estão em suas mãos, já aprenderam a utilizá-las e basta agora compreenderem que sabem mais hoje do que ontem, que são um espíritos em construção e, por isso, carecem de aprender que só o amor constrói a paz, a felicidade e nos dá a possibilidade da real mudança de caminho.
Somos todos obreiros de um Senhor que não nos nega o trabalho fraterno em prol de nós mesmos e dos que ainda clamam por sabedoria.
Temos a força e a capacidade de erguer muros de proteção e, assim, amparar os que ainda não conseguem sequer caminhar.
E, então, que possamos agora nos alimentar da esperança e nos vestir de fé para construir a base do templo da resiliência, da verdade, que se fará viva no coração dos amores de nosso Pai: os nossos irmãos.
Não tenham pressa, mas não tenham medo e não fiquem parados, levantem-se agora e vão, pois são novamente chamados ao trabalho, assim como em tantas outras vidas, só que, dessa vez, terão novas ferramentas, o conhecimento e a sabedoria, para ofertar ao mundo através das mensagens e palavras que lhes foram confiadas, pelos obreiros do Consolador e pelo próprio Consolador, através de sua obra. E não tenham dúvida de que foram inspiradas pelo Mestre Jesus e refletem a vontade e o amor de Deus.
Somos conclamados ao trabalho e estamos aptos, mesmo que deitados nos leitos brancos dos hospitais, mesmo que presos em quartos com grades nas janelas.
Todos estamos aptos, pois o espírito sempre será livre quando tem a certeza de que pode ser mais um trabalhador desta grande obra divina.
Vão agora e contem a todos a Boa-Nova: Ele voltou e está no meio de nós.
Amém.
Pelo Espírito do Padre Júlio Maria