Já observaste o nascimento de uma flor, o desenvolvimento de uma fruta, o crescimento de uma árvore?
Viste o quão delicado foi nosso Pai ao nos mostrar a beleza da maternidade na natureza e de seus frutos? De um grão sólido se forma uma haste verdejante ou, então, de um galho brotam flores sensíveis que se transformam em frutos maduros e suculentos.
Observaste que, ao nascermos somos também sensíveis e delicados e sempre despertamos o afeto e o amor daqueles que nos reconhecem como o início de um novo tempo? E, assim, tal qual na natureza, somos um fruto em desenvolvimento que demanda muitos cuidados, muito adubo e muita proteção contra as pragas, que por ventura vierem a nos atacar.
Necessitamos de regas diárias, pois só assim nos solidificamos enquanto seres de amor e de luz.
Queremos merecer os cuidados de nossos amores, até mesmo quando nos tornamos árvores, passíveis de gerar frutos e sementes de esperança que brotarão pelo mundo.
Nosso Pai, este Jardineiro Divino, nos dá de pronto tudo o que necessitamos para cumprir o ciclo a que nos propusemos ao nascer.
Adubou-nos com Seu amor, nos regou com Seu perdão e nos plantou em solo de esperança eterna.
Com Ele, reconhecemos os amigos e mentores que nos guardam e que de nós cuidarão sempre que as pragas vierem, para que estas não destruam Sua criação.
A natureza, mescla de criador e criatura, também compreende que, sempre depois da tempestade, do fogo e da destruição, virão novos brotos para repovoar a Terra e doar bons frutos e flores capazes de preencher de esperança e amor até mesmo o coração dos mais insensíveis.
Por isso, eu vos digo: é tempo de plantar novamente, de colher os frutos que nasceram em solo fértil e bondoso.
E, mesmo que a tempestade venha, lembrai-vos de que sois jardineiros de Deus na Terra, e sabereis cuidar daquilo que vos foi confiado, seja de vossas próprias sementes, seja de outros campos onde trabalheis.
Não desanimeis diante da seca, nem mesmo do excesso de chuvas; sede sempre o retrato do Pai, que nos ensinou, que sempre haverá bonança após a tempestade.
Olhai, orai e continuai a adubar as sementes que Ele vos confiou, para colher bons frutos, hoje e sempre.
Amém.
Pelo Espírito de Luanda Cardoso de Mello