A recompensa nem sempre se traduz em bens materiais. Muitas são as vezes em que a percebemos nas emoções e expressões de satisfação e gratidão dos que nos cercam.
Quando ganhamos nos esportes, o mais importante é o reconhecimento do trabalho em equipe e dos que acreditam e torcem por nós.
Mesmo quando recebemos uma recompensa, em talentos, o que importa é a satisfação mútua, de dividir e receber com gratidão. Afinal, não foi o Mestre que disse que devemos sempre repartir para, então, recebermos em dobro? Mesmo que este dobro nem sempre venha em espécie.
Quando estamos a ensinar, nossa recompensa imediata, está nos olhos ávidos e gratos de quem só precisava de uma chance para aprender a se tornar um vitorioso.
A vitória não está em ganhar sempre, mas em reconhecer e ser reconhecido, ofertar e se sentir retribuído, doar e receber o carinho daquele que só percebeu um pouco do muito que temos a oferecer. E, como já foi dito, a gratidão nem sempre estará impressa em cédulas, tampouco em bens materiais.
Na verdade, estará impressa, sim, na expressão daquele que agora se tornou um vencedor e se fez capaz de dividir os louros dessa vitória com outros irmãos.
Compreender que, mais vale um sorriso de gratidão do que uma medalha de reconhecimento, não é uma tarefa fácil e nem sempre compreensível.
Temos que aprender aos poucos, gradativamente, jogo a jogo, que os maiores vencedores serão a caridade e a fraternidade. E que quem doa recebe, além de um belo sorriso de gratidão, o reconhecimento espiritual. Recompensas de quem acredita no amor.
Aprenda: os pequenos gestos tendem a dar os melhores resultados e, quando a vitória vier, agradeça ao Pai, à família e aos amigos espirituais por lhe darem mais uma chance de exercer sua fé e de poder dividir todo o amor que se pode ofertar, e que, na maioria das vezes, está expresso num único e simples sorriso de afeto.
Muita paz e muito amor.
Pelo Espírito de Adauto Ventura