Uma vida inteira e não conseguimos entender os motivos que levam os homens a atacar e até a sacrificar outros homens.
Todas as teorias filosóficas, teológicas e até científicas não explicam os motivos que levam alguns patriarcas de nações inteiras a entender que, por meio da força bruta desmedida, podem impor suas verdades, as quais, na maioria das vezes, nem eles mesmos sabem quais são.
A completude de uma vida não pode ser a de legar a um povo inteiro a impossibilidade da paz, do amor e da esperança.
Sabemos que os espíritos que se apresentam para cumprir uma missão tão importante quanto a de cuidar de uma nação não saíram um dia e decidiram que se tornariam tiranos, tampouco foi esta a vontade expressa quando de seu reencarne.
O que ocorre é que este espírito se educou na tirania e na rebeldia, se utilizando-se de seu livre-arbítrio e compreendendo que este era o seu papel neste mundo.
Acreditou que seu maior legado – o sacrifício alheio – seria, no fim, a salvação dos homens, tal qual um deus a profetizar a sua verdade como o único caminho.
Sabemos também que não somos sequer considerados apóstolos do Pai, quiçá nos colocarmos como Seus porta-vozes para determinar a vontade e o destino dos homens.
Deus enviou os Seus profetas, em tempos pretéritos, principalmente para anunciar a vinda de Seu Filho, nosso Mestre Jesus. E Ele nos apresentou a fé, a esperança e a sabedoria e a misericórdia do Pai, ensinando-nos o princípio de tudo: amar o próximo como a ti mesmo e a Deus acima de tudo. Não nos ensinou, que devemos nos confrontar com quem acreditamos não ter a compreensão da fé que professamos em nosso Deus, como se Este fosse de domínio privado.
A esses irmãos – porque assim o são – determinamos, então, a extinção, por acreditarmos que esta seja a nossa missão e até a vontade do Pai: livrarmo-nos de nações inteiras e sacrificarmos inocentes como se isso fosse algo que pudéssemos nos orgulhar.
Lembremos que, na maioria das vezes, a história irá nos relegar à pecha de ditador, de tirano, e jamais à condição daquele que lutou pelo amor e pelas leis de Deus.
Muito nos entristece observar, nos últimos tempos, que alguns espíritos se apresentam como os paladinos dos valores da família ou como aqueles que acreditam pertencer a uma casta superior e, por isso, têm o dever de exterminar os inferiores; estes conflitos, por sua vez, também fazem surgir oportunistas que se autoproclamam salvadores e, por isso, acreditam que podem sacrificar os seus e outros irmãos que nada têm a ver com tudo isso.
O fato é que a humanidade, de tempos em tempos, cria seus próprios algozes, a título da defesa da espécie, e o que eles conseguem é somente entristecer os que lutam e trabalham com o Pai em prol do amor, além de enlutar os que acreditam na possibilidade da paz e do amor fraterno.
Esperamos que o Pai, na Sua infinita sabedoria e misericórdia, possa nos guiar novamente em direção à paz e que ilumine os espíritos para que aprendam com os erros dos outros e, em seu livre-arbítrio, escolham o amor e a paz entre os homens como sua bandeira e missão de vida.
Deus não nos dá um fardo maior do que possamos suportar e também não nos cobra a vida do outro em prol da Sua verdadeira e única mensagem: amar o próximo como a nós mesmos.
E que seja feita a paz!
Que Deus nos abençoe.
Obrigado, meu Pai, por essa oportunidade.
Pelo Espírito de Martinho Lutero Fernandes