A prece é um momento de ajuste dos pensamentos, de elevação do coração e da razão com nossos votos de caridade, de refazimento e até de cura, de acordo com a vontade e a misericórdia do Pai.
O exercício cotidiano da prece nos coloca em alinhamento e em sintonia com o plano espiritual e, mais do que isso, nos faz estar juntos, em espírito e alma, com nossos benfeitores e mentores, que neste breve tempo, conseguem realizar quase tudo o que não conseguiram durante um dia inteiro. Por isso, ao alcançarmos a constância e a disciplina de estar em prece em alguns momentos do dia, estaremos abrindo as portas e as janelas da alma para receber a luz e as benesses do Pai, mas também para espargir aquilo que temos e podemos oferecer ao nosso próximo.
Cultivar momentos de oração e de reflexão não é tão somente uma obrigação cristã, mas uma forma de nos conectarmos com quem amamos e com quem nos ama – com aqueles que de nós precisam e de quem temos, sim, a obrigação de cuidar, pois foi essa a nossa promessa em tempos de Luz.
Gostaria de agradecer ao Pai e aos benfeitores espirituais por nos permitirem estar em prece neste momento em que estamos lendo e ouvindo estas palavras de autoconciliação e de reconciliação com os que nos cercam e que esperam de nós o perdão e a oportunidade de também se perdoarem.
Reflitamos sobre nossas obrigações terrenas, sobre os conflitos que nos abatem e sobre as necessidades do outro e do mundo, numa prece de força tamanha que possa ultrapassar o além-mar e alcançar aqueles que ainda não conhecemos e que já amamos, pois estão em sofrimento e dor, mas agora sabem e sentem que são amparados, assim como nós.
Que Deus possa receber nossas palavras, fruto de uma educação espiritual aprendida com os nossos benfeitores, sim, mas também do reconhecimento da potência de nossa prece em direção ao Pai, prece que reflete o amor, o perdão e o recomeço de cada um que acredita que orar e vigiar não deveriam ser uma obrigação, mas, sim, uma razão de viver – tal qual respirar, sorrir e amar ao próximo como a nós mesmos.
Muito obrigado, meu Pai, por todas as benesses e pelas palavras que refletem a Tua compaixão e a Tua misericórdia, mas, principalmente, obrigado por nos ouvir hoje e sempre que se faz uma prece.
Que assim seja!
Pelo Espírito de Marcelo Gouvêa