FESTEJAR A VIDA É SEMPRE UMA DÁDIVA DE DEUS

Festejar a vida é sempre uma dádiva de Deus, assim como festejar a continuidade dela após a passagem para o plano espiritual. Mas cabe aqui a consciência de que, em ambos os casos, devemos nos colocar muito mais inebriados pela alegria, paz e esperança, do que por qualquer outra forma de sedução.

Na festa de uma vida, podemos agradecer ao Pai pela oportunidade de estarmos juntos numa família espiritual, que, assim como vocês, também festeja e se regozija diante da beleza e da grandeza de estar vivo.

Não podemos nos esquecer de que somos responsáveis pela morada de nossa alma e que temos de preservá-la do assédio e das mazelas do mundo. Quando não conseguimos nos controlar ou quando entendemos que a alegria só se faz plena quando estamos embriagados ou dopados por elixires que se dizem potenciais causadores de felicidade, não estamos nos divertindo de verdade, mas somente sendo levados pela turba dos que não reconhecem a dádiva da vida.

A verdadeira felicidade não começa nem termina em uma breve semana; ela é construída por meio de atos e de pensamentos que nos levam ao nirvana por merecimento e não por indução. Da mesma forma, a alegria não é conquistada pela artificialidade de um breve momento de êxtase, mas, sim, pela consciência de que existe muito mais alegria em estarmos junto daqueles que nos fazem sorrir e chorar e que são tão importantes nesta vida e para a continuidade de nosso caminho de redenção e fé.

Divertir-se, muitas vezes, passa pela indução de que é só hoje, só agora e nunca mais vai acontecer. Mas a verdadeira diversão está sempre na gratidão pela vida, pelos amigos e pela família. Estar com eles será sempre motivo de alegria, seja aqui, seja aí, neste mundo ou em outros mundos, em que os festejos sempre podem ser um motivo para agradecer ao Pai por nos ter dado a oportunidade de estar aqui, agora, com quem amamos e com quem nos ama.

Não podemos esquecer que, mesmo nestes momentos, haverá espaço para a caridade, seja ela material ou espiritual e, por isso, devemos estar atentos aos que nos cercam e aos que clamam por socorro e, na medida do possível, nos colocar em oração e vigilância pelo outro e por nós mesmos.

Rir e cantar não são pecados; muitas vezes, são nossa forma pessoal de gratidão ao Pai e aos Seus trabalhadores da Seara do Amor. Por isso, usem o seu livre-arbítrio para fazer escolhas conscientes sobre aquilo que são capazes de fazer em prol do outro e da sua própria diversão, sempre com consciência e parcimônia. Saibam que sempre estaremos com vocês, em vigilância, e com a alegria de podermos estar juntos nesta e em outras vidas.

Que o Pai Eterno possa abençoar todos os Seus filhos neste momento de alegria, para que este seja sempre um momento de gratidão pela vida.

Um grande abraço.

Pelo Espírito de Fábio Larcher.