Como diria o poeta: “Não viemos ao mundo a passeio”.
Esta é uma expressão simplista, mas, ao mesmo tempo, dura e direta, que nos lembra de que todos temos algo a fazer; algo por fazer.
Na Doutrina, bem como em outras profissões de fé, este é quase um mantra que usamos para descrever um fato inegável: todos temos e somos instrumentos do amor, herdeiros do bem e trabalhadores da Seara do Pai. E todos assinamos um contrato fraterno, com o objetivo de buscar melhorar, aprimorar nosso espírito, para alcançarmos a paz e a qualidade necessária para continuarmos no labor misericordioso e fraternal.
Não podemos nos esquecer nunca desse detalhe, pois, mesmo quando fazemos valer nosso livre-arbítrio, temos que compreender e lembrar-nos de nosso compromisso assinado, no qual nos dispusemos a usar nosso tempo para dar continuidade ao nosso processo de regeneração, com o qual nos comprometemos há muito tempo.
Temos que nos dedicar incessantemente a este propósito, que passa não só pelo nosso aprimoramento moral, mas também pelo auxílio no aprimoramento do outro, pois este também faz parte do nosso plano de trabalho e poderá ser até a nossa principal tarefa.
Precisamos aprender a conjugar o verbo trabalhar em todas as suas formas e, assim, buscar nos tornar uma alma melhor, um espírito em ascensão, um verdadeiro filho de Deus.
Precisamos, todos os dias, compreender que estamos aqui, porque nos foi dada a oportunidade do aprimoramento, de buscar na caridade a nossa redenção, pois o Pai nos deu e nos fez, instrumentos e ferramentas necessárias para o trabalho, e temos, agora e sempre, que arregaçar as mangas e espalhar o amor. Trazer a benevolência para aqueles que não compreendem seu papel neste mundo. Para tanto, temos que:
Perdoar e buscar o perdão;
Amar e ser amado;
Aprender com nossos erros e acertar mais.
Temos que usar a mente e sentir com o coração, pois um dia, quando voltarmos para lá, teremos a certeza de que ainda não cumprimos todas as tarefas, mas estamos próximos.
Próximos de alcançar nossas metas e desejos e, assim, nos tornarmos melhores, mas também de tornar este mundo e aqueles que nos cercam melhores.
E que amanhã possamos trabalhar mais, aqui ou acolá, não importa, desde que trabalhemos com afinco, com amor e com a fé de que hoje somos merecedores do título de Trabalhadores da Seara de Luz.
Que seja assim, meus amigos e minhas amigas, meus companheiros de labuta. Que possamos continuar a ser o instrumentos da paz, a ferramentas da mudança e da regeneração deste mundo e de sua Seara, que é nossa morada e também a casa de meu Pai.
Que Deus nos dê força e nos ampare, e que possamos continuar Seu trabalho incansável em prol da caridade, por meio de Sua misericórdia divina.
Que assim seja!
Pelo Espírito de Ricardo Almeida