O PÃO NOSSO: DE TODOS NÓS

A retribuição por uma vida próspera e cheia de realizações e sucesso deve ser sempre a partilha, com o próximo, de tudo aquilo que já recebemos em dobro. Porém, não é o que estamos vendo, nem o que parece ser a realidade para os que se reconhecem afortunados.

Aprender com nosso Mestre Jesus a repartir o pão e a dividi-lo entre nossos irmãos não parece algo de que consigamos nos lembrar quando estamos diante de uma mesa farta.

Sempre nos parece que ainda temos algo a receber e nada a agradecer, pois o que temos ainda não é o suficiente nem tampouco o necessário.

É preciso aprender a se educar com a gratidão dos que nada possuem, mas agradecem pelo pouco, que já é o suficiente.

Precisamos aprender com nossos próprios tropeços e com os momentos de seca. E, quando a chuva vier, que tenhamos na fartura a certeza de que podemos fazer mais pelo próximo e por nós mesmos.

Precisamos aprender a orar e a agradecer por tudo o que já obtivemos: pelo dom da vida, pela saúde que nos encontra, pelo saber e pelo muito que ainda podemos aprender.

Temos também de rogar por mais equidade entre os homens, por menos fome e sede e por mais amor em abundância e, principalmente, aprender de uma vez por todas que o pouco com Deus é muito, é o dobro e muito mais.

Isso porque o amor não se mede pela quantidade de bens materiais, mas pela proporção de nossas ações em favor do outro. 

Não se aprisione na sua própria corrente de vaidades e luxúrias. 

Não se valha do quanto tem, mas, sim, do quanto representa para o seu próximo e para nosso Pai Celestial.

Somos todos capazes de enriquecer na medida em que aprendemos a poupar com paciência, resiliência e a certeza de que Deus sempre nos proverá e de que nada nos faltará enquanto Dele nos valermos e Nele acreditarmos.

Que seja assim para todo o sempre !

E que seja agora a hora de repartimos o pão da sabedoria e o vinho do afeto e da esperança, e que seja para sempre.

Amém !

Pelo Espírito de Joel Martins de Carvalho