As ofensas recebidas, bem como as desferidas, têm efeito similar em quem as emite e em quem as recebe.
O ofendido carrega dentro de si toda a força das palavras, dos gestos e dos pensamentos negativos que lhe são desferidos pelo ofensor.
O ofensor também recebe os efeitos dessas ofensas no mesmo grau de força, tal qual, um reflexo daquilo que enviou.
Quando estamos numa sintonia de agressões verbais e de pensamentos, nos tornamos frágeis o suficiente para captarmos e emitirmos pensamentos que, assim como ímãs superpotentes, atraem irmãos que estão na mesma frequência e que, muitas vezes, nos auxiliam e se alimentam destes momentos de rancor e de raiva, como se fosse deles toda essa revolta.
Por isso, faz-se mister que aprendamos o autocontrole de nossas ações e reações, para que não estejamos fragilizados diante das oratórias e gestuais que nos fazem perder a razão.
É importante que saibamos também que não existem vitoriosos no rancor e no ódio gerados pelas ofensas, que são sempre fruto de nosso descompasso com a razão e com os pensamentos que não refletem a verdade de nossa alma e de nosso espírito, mas geram um impulso sem sentido, ofertado gratuitamente e que em nada resolve o problema.
Sabemos que somos seres imperfeitos, espíritos em construção, mas precisamos vigiar nossas emoções exacerbadas diante dos problemas que se apresentam e que podem e devem, ser resolvidos por meio de uma reflexão e de uma ação que desenvolvam o perdão, para que os sentimentos e os pensamentos gerados sejam o remédio e a cura, e nunca o desvario de quem nem sequer sabe o verdadeiro motivo da ofensa.
Deus nos ensina que a palavra é uma excelente aliada dos que dela se aproveitam para promover o perdão e para a cura. Ensina também que o ódio é uma lança de duas pontas que atinge o ofendido e o ofensor ao mesmo tempo. Por isso, temos que aprender a nos conectar sempre com a razão e com os amigos do amor e da fé, antes de tomar atitudes das quais, com certeza, iremos nos arrepender.
Precisamos seguir os exemplos do Mestre Jesus, que sofreu e recebeu ofensas, mas sabia transformá-las em flores de paciência, resiliência e amor, ofertando, assim, o perdão a quem O ofendia, dando-lhe a possibilidade da cura desta doença que se chama ódio descabido por aquilo que não se compreende e contra aqueles que não tem culpa de nossa enfermidade, que nos deixa sem razão na forma de pensar e de agir.
Tenhamos mais paz de espírito. Podemos cultivá-la com a paciência, com o amor e com a fé de que nada é tão difícil que não se possa consertar com o perdão e com a força do amor e da misericórdia divina.
Aprende a receber as ofensas devolvendo-as em forma de rosas de amor e perdão, e serás mais feliz e terás também a possibilidade de fazer os outros felizes.
Não te curves diante dos problemas, mas saiba que a melhor solução ainda é o pensamento positivo e a ação pelo perdão, sempre. Porque só assim poderás sentir-se perdoado um dia. Esta é a lei.
Pelo Espírito de José Carlos Alvarenga