SOMOS TODOS TRABALHADORES DA SEARA DO PAI

Que possamos compreender, que todos nós somos filhos de Deus, que nosso desígnio é uma dádiva do Pai, e que temos, sim, o direito ao livre-arbítrio, mas tudo o que fizermos terá sempre uma consequência, seja para o bem, seja para o mal.

Entendam ainda que a lei é amar: amar a si mesmos, ao próximo e a Deus como Ele  nos ama. E o Pai, sempre nos dará Seu consolo e Sua misericórdia, mesmo àqueles que não aprenderam ainda que, para recebê-los, é necessário acreditar e estar abertos, para que, então, eles lhes tragam a paz.

Tudo isso tem que ser aprendido na primeira hora e levado a termo durante toda a vida terrena ou espiritual.

Não existem novas formas de pensar os ensinamentos que Jesus nos trouxe para que melhor compreendêssemos nossa missão na Terra. Ele também nos ensinou que, para chegar ao Pai, é necessário que tenhamos humildade, resiliência e amor; por isso, não cabe resistência ou dúvida aos Seus ensinamentos e dádivas. 

Não cabe também utilizar nosso livre-arbítrio, senão para o amparo, consolo e o socorro aos que estão em desalinho, injustiçados e humilhados por aqueles que até leem as Escrituras, mas não as praticam nem para seu próprio socorro, nem para o auxílio ao próximo.

Há aqueles que se dizem pastores do Pai e afirmam estar aqui para levar suas ovelhas em direção à Seara de Luz, mas não entendem o significado da liberdade de ser e  de fazer o que for melhor para si e para o próximo. Por isso, desviam-se constantemente do caminho e  acabam se perdendo e levando consigo as almas que depositam neles a sua fé.

Jesus nos mostrou e nos mostra o caminho, todos os dias, através das mensagens e dos acontecimentos que nos encontram sem que os percebamos e até mesmo sem que os solicitemos. Mas, ainda assim, podemos fazer deles aquilo que acreditamos ser o melhor para nós e para o outro; nunca devemos, porém ignorá-los ou esquecê-los por simples descaso ou arrogância espiritual, acreditando estar acima do bem e do mal.

Que possamos observar e refletir sobre as palavras e mensagens que recebemos diariamente, para que façamos delas nosso ponto de partida para a solução dos problemas que nos afligem e os que aparecem por meio de outros que clamam por socorro e por auxílio e que, muitas vezes, encontram respostas nas palavras que aprendemos e repetimos. Essas palavras, na verdade, nos mostram que nunca estaremos desamparados e nem ficaremos sem respostas às nossas preces.

Somos sempre intuídos e instruídos quando clamamos por auxílio e, muitas vezes, abençoados e consolados por irmãos que nos trazem suas palavras de carinho. Mesmo  que eles ainda não saibam disso, somos todos instrumentos do Pai e, por isso, temos que estar sempre abertos e preparados para a caridade e a fraternidade, principalmente, para o socorro fraterno, seja onde for, seja para quem for. Sempre seremos guiados e orientados para a caridade.

Temos de estar atentos e vigilantes aos detalhes do cotidiano, bem como às instruções de nossos guias e mentores espirituais. 

Temos, sim, a obrigação de ajudar, e de estar dispostos ao trabalho fraterno, para que possamos, um dia, estar aptos a seguir em direção à Seara do Pai.

Somos Seus instrumentos, mas temos nosso livre-arbítrio para fazer o que for necessário ou nos colocar à margem, entregando-nos à desatenção e ao esquecimento de tudo o que aprendemos até aqui e do que ainda vamos aprender.

Mas lembrem-se de que as consequências das escolhas serão de nossa inteira responsabilidade; por isso, orem e vigiem e ponham-se à disposição do trabalho fraterno, levando o amor, a esperança e o perdão para aos corações aflitos dos filhos de Deus, nossos irmãos e irmãs, aos quais nos comprometemos a ajudar, no dia em que nascemos.

Não se curvem diante da arrogância,  da preguiça ou do orgulho; coloquem-se à disposição do Pai, do Filho e da espiritualidade de Luz. Que Eles nos abençoem e consolem sempre que d’Eles precisarmos. E, mesmo quando não clamarmos por Eles, tenham a certeza de que estarão ao nosso lado. 

Que Deus nos ilumine e guarde, hoje e sempre!

Pelo Espírito de Nicolau da Silva Figueira