Os sonhos são as possibilidades de enxergar o passado e até o futuro, diante das várias condições que o Pai nos oferece para encontrarmos a paz e o caminho a seguir. Por isso, é necessária uma perfeita concentração para que a ligação entre os planos se faça de forma consistente e constante.
Como nos ensinam os amigos da espiritualidade, é preciso que, antes de dormir e até quando acordamos, nos sintonizemos com o Divino por meio da oração e da disposição para o trabalho fraterno.
O sonho é mais do que nos ensinam os romancistas e poetas, ele é um instrumento mediúnico que pode nos possibilitar uma maior fluidez dos bons conselhos ou até o reencontro com aqueles que se propuseram a caminhar conosco.
Nos sonhos, podemos não só rever os lugares que já foram nossas moradas, mas também nos encontrar com aqueles que, muitas das vezes, nos parecem desconhecidos, mas que, na verdade, são velhos companheiros de vidas pretéritas e até presentes.
É preciso compreender que, por meio dos sonhos, nivelamos nossos instrumentos mediúnicos, de forma que todos possamos experimentar o auxílio fraterno, tal qual, os que já o fazem no domínio de sua mediunidade.
Tenham sempre em mente que todos os sonhos são uma forma de nos reconhecermos e de conhecermos nossa alma de forma fluida, não importando nossa crença ou se nos parecem apenas um sonhos bons ou ruins.
O que importa é compreender o que podemos aprender com esta possibilidade de trabalho espiritual.
Os antigos e até alguns pensadores modernos têm o sonho como um elemento de presságio ou até de correspondência com os planos por eles conhecidos como astrais, buscando responder às reflexões e incompreensões do dito mundo real.
Eles não são necessariamente videntes ou místicos, mas irmãos e irmãs que aprenderam a encontrar, como todos nós podemos fazê-lo, respostas nas suas incursões através dos sonhos.
Cabe a nós, estudantes da Doutrina, compreender — e ainda melhor — a razão dos sonhos como uma boa conversa fraterna ou até um bom momento de trabalho na caridade, seja no plano espiritual ou no terreno, quando os mentores nos conduzem ao conhecimento da Doutrina, por meio da experimentação, durante o que pode nos parecer apenas um sonho fugaz.
É preciso estar atento aos ensinamentos apreendidos nos sonhos, para que possamos experimentar e até ensinar aos que se dizem nunca sonhar.
Aprenda também com os românticos e poetas que os sonhos são nossa possibilidade de voar e viajar, de amar e viver com aqueles que nos parecem distantes, em mundos e lugares diferentes.
Nos sonhos, podemos experimentar tudo o que se encontra guardado em nosso coração e em nossa alma. Por isso, sonhe, sinta, viva e ame tudo aquilo que lhe pareça impossível ou até inimaginável.
Que possamos unir os sonhos dos poetas à possibilidade do trabalho espiritual e, assim, acreditar mais no seu poder de cura.
Que possamos vivê-los enquanto estivermos nos braços de Nyx — personificação grega da noite — e experimentá-los quando acordados, pois o sonhador contumaz é um ser que aprendeu a transitar entre os dois mundos.
Aprenda com os sonhos e realize tudo o que puder quando estiver sonhando acordado.
Viva em paz!
Pelo Espírito de José Aparecido