A compreensão de nossos direitos e deveres passa pelo entendimento de que não somos únicos, mas que fazemos parte de uma fraternidade de irmãos e irmãs que estão espalhados por toda a urbe. Por isso, é necessário dizer que cada um de nós tem, sim, a obrigação de se preocupar com o outro e intervir em seu favor, pois parte-se do princípio de que uma oração, aparentemente solitária, na verdade, se une a tantas outras em diante dos sofrimentos locais, nacionais e até internacionais, e cria uma rede de pensamentos que alcança muito além do plano terrestre.
São estes caridosos pedidos que levam aos mentores de luz e, por conseguinte, ao nosso Pai Maior, as possibilidades de intervenção não somente nos casos particulares, mas, principalmente, em problemas globais.
Ontem mesmo, experimentamos a força desta fraternidade nos momentos de dor e de luta contra um mal que alcançou o mundo de uma forma há muito não vista e até então desconhecida.
Neste momento em especial, entidades de luz e mentores se reuniram para definir o melhor caminho a ser tomado a partir dali. Foram estes discursos e conversas que nos auxiliaram a apresentar o caminho de uma nova humanidade e de um novo tempo para a espiritualidade. E, apesar de não parecer ter sido possível sua realização, tenham a certeza de que houve, sim, mudanças no âmbito espiritual e fraterno dos seres humanos encarnados e desencarnados.
Agora é o momento de vigiar e buscar na prece, talvez não uma resposta imediata, mas, com certeza, novas conversas com a espiritualidade sobre os temas que nos acometem diariamente e para os quais ainda não acreditamos haver solução.
É hora de aprender, de uma vez por todas, que a paciência e a resiliência, não são imposições ditas ao léu, mas a capacidades exercitadas cotidianamente por todos nós, espíritos em evolução.
É necessário também compreender que nossa fé é uma arma e um escudo do amor e da caridade, que nos foram dados por um Pai que somente nos pede para crer que existe um amanhã possível e, principalmente, que nós fazemos parte dele e somos responsáveis por sua construção.
Não cabe mais sofrer sem lutar; da mesma forma, não cabe mais ter fé sem acreditar, pois, numa análise rápida, uma coisa anula a outra. Então, chore, sim, lamente-se também, mas enxugue as lágrimas e lute.
Lute por quem você ainda não conhece, pelas causas que ainda não o atingem. Sonhe com um amanhã de paz, compreensão e respeito e, principalmente, acredite que sua palavra e seus pensamentos são uma força que atinge a todos nós, mas, mais diretamente, a Deus.
Acredite, lute e tenha a certeza de um amanhã renovado e de muita luz a guiar o seu caminho.
Afinal, ontem mesmo, passamos por tudo isso e, hoje, o dia nasceu e o sol veio para garantir que tudo é possível, desde que tenhamos fé e amor no coração.
Tudo passa, tudo passará. Que assim seja!
Pelo Espírito de João Ricardo