O passado nunca deveria ser o que nos move, pois ele é somente um tempo que nos trouxe os ensinamentos para persistir no presente e, então, alcançar o futuro.
Quando nos atemos às nossas possibilidades pretéritas, nos tornamos obsessores de nós mesmos, não evoluímos e simplesmente estacionamos em nossa caixa de memórias. Isso quer dizer que todos temos de aprender a usar essas lembranças para nortear o caminho do presente, mas sem jamais ficarmos presos a elas.
E cabe até uma máxima que todos reverenciamos no mundo espiritual: é preciso pensar e agir de acordo com o seu tempo, e não viver buscando explicações e soluções para aquilo que já não faz parte deste tempo.
Sabemos que não existem formas de voltar atrás, apenas de persistir e refazer o que ainda nos pode ainda parecer um débito pretérito e, então, recomeçar, se preciso for, mas sem se ater aos acertos e erros do passado nem viver deles, pois só assim você consegue seguir em frente para alcançar a harmonia, o perdão e até a possibilidade de evoluir.
Esta não é necessariamente uma máxima do mundo espiritual, pois cabe e serve para todos nós e é, talvez por isso, que não se devemos recuar na tentativa de mudar o que já passou, mas, sim, aprender a continuar de onde paramos, buscando consolidar a nossa experiência carnal e espiritual com sabedoria e com a certeza de que é preciso caminhar em direção ao sol e não tentar voltar para onde encontrará somente as trevas.
Deus nos permite, a todo momento, experimentar, aprender e refletir, então, não fique preso aos seus defeitos e tampouco aos seus acertos do passado. Utilize-os para continuar o caminho escolhido e, certamente, verá que tudo foi válido, mas que isso não pode ser o seu ponto final, nem motivo para aguardar o desenlace para, então, tentar corrigir o que certamente ainda lhe falta fazer.
Temos que aprender que as ideias e os ideais sempre mudam com o passar da vida, mas aquilo que nos propusemos a fazer só se altera quando aprendemos a continuar sem nos apegar ao que passou. Isso quer dizer, em termos práticos, que não devemos acreditar que, se já fomos ricos em bens materiais e até espirituais e hoje nos tornamos somente aqueles que sobrevivem das lembranças, estejamos vivendo um castigo divino.
O que nos torna ricos, em qualquer grau, é o fato de que jamais perdemos a fé, a esperança e a certeza de que temos tempo para continuar. Qualquer que seja a nossa ideia ou ideal de riqueza, ela só é verdadeira quando temos amor em abundância e a vontade de ajudar em profusão, para praticar a caridade e o amor ao nosso próximo.
Isso é o que nos torna verdadeiramente ricos e portentosos, como espíritos de Luz, em harmonia, distribuindo no presente o que pudermos para aqueles que ainda se encontram presos às suas distorcidas imagens de um passado que acreditam ter sido glorioso.
O melhor momento é agora, e o melhor caminho é o que nos leva ao futuro de paz e harmonia entre os homens, mas também à caridade e à fé, para que possamos distribuir o amor a quem dele precisar.
Que Jesus, nosso Mestre, possa ensinar novamente a viver em paz com o pouco que temos, sabendo que, com fé no Pai Maior, o pouco é e sempre será muito.
Que assim seja!
Pelo Espírito de Sebastião Murilo