As realizações e consequências de uma vida nesta Terra, a exemplo da vida de nosso Mestre Jesus, perpassam pelas muitas indas e vindas ao plano espiritual, na busca de novos conselhos e ensinamentos para a continuação de uma missão.
Somos todos frutos de erros e acertos que perpetuamos ao longo da história, para chegar ao fim dela com uma escrita cristã de caridade, pontuada pelas escolhas que fizemos e pelas companhias que amealhamos.
Nenhum de nós se fez de pronto ou recebeu indulto das mazelas cometidas.
Todos fomos postos a serviço de uma educação espiritual voltada para um recomeço, sempre baseada no bem que podemos oferecer ou transmitir em prol do outro.
Assim, vamos construindo nossa morada na Seara do Pai, com a base alicerçada no amor e as paredes erguidas tijolo a tijolo, com os ensinamentos angariados nestas vidas de luta e glória que buscamos a cada passagem pelo plano terrestre.
Todos somos passíveis de errar e isso não desfaz estas paredes levantadas até aqui, mas paralisa a obra dando espaço ao vazio da desordenação de nossa evolução espiritual.
Nossas ações se refletem no bem e no amor lançados ao próximo e também ao planeta.
Não podemos nos impor à natureza e nem às criações do Pai; precisamos cuidar e preservar tudo o que nos cerca através de gestos simples, mas que, quando realizados em conjunto, se tornam complexos e atingem não somente o nosso quintal, mas todo o ecossistema do planeta.
Precisamos ter consciência deste papel, que nós mesmos escolhemos representar, em mais um ato de nosso espetáculo da vida.
Precisamos contar aos que chegam que eles vieram para ajudar a si mesmos e ao outro a reproduzir o amor do Pai e do Filho nesta casa que ora ocupamos, em consonância com os ideais do espiritismo ou de qualquer outra crença que propague os sentimentos de amor, perdão e caridade que, por ora, podemos cultivar e espalhar neste pequeno quintal que ocupamos. Mas temos que ter em mente a necessidade de levar a todos os lugares a palavra de fé e esperança que Jesus, Kardec, Buda, Maomé e tantos outros nos ensinaram e que nos faz bem e podem ser levadas àqueles que ainda não a compreendeu.
Esta é uma resposta ao porquê de aqui estamos e para onde podemos e devemos retornar.
Não sois o profeta do apocalipse e nem das boas novas, sois, a partir de agora, o divulgador da boa fé, o lavrador de almas em desalinho, na esperança de que seu cultivo no amor possa encontrar o conforto e a fortaleza da paz de nosso Pai Maior.
Somos hoje um arremedo do que podemos ser, mas, com certeza, muito melhores do que já fomos um dia.
Que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo ilumine o vosso caminho.
Pelo Espírito de Dom Manoel de Alcântara.