A COMPLETUDE DE UMA VIDA

A completude de uma vida se dá quando podemos perceber os nossos erros e acertos a tempo de corrigi-los e de ressaltá-los. 

Tantos são os irmãos e irmãs que partem sem essa possibilidade e carregam em seu espírito a sensação do incompleto e de ausência de todas as possibilidades que lhes foram permitidas e não foram utilizadas em prol do amor e do perdão, na perspectiva de alcançar o próximo. Por isso, é necessário que façamos todos os dias uma conferência de nossas ações e reações diante dos fatos e atos que ocorreram naquele dia, tal qual nos fora ensinado por Santo Agostinho, através de Kardec, no Livro dos Espíritos.

Essa conferência se faz necessária não somente para criar o martírio pela ausência de ações concretas, mas, principalmente, para o reconhecimento das ações que nos foram possíveis realizar e, assim, vencer mais uma etapa, mesmo que pequena, de nossa caminhada.

Não nos deixemos levar pelos maus exemplos dos que se julgam incapazes de concretizar suas tarefas em vida, pois, com toda certeza, terão a consciência da necessidade de realizá-las na continuidade da vida espiritual.

Quando nos conscientizamos disso, temos a sensação de completude de uma etapa:   podemos exercer nossa capacidade de perdão e de amor ao próximo, mesmo quando nos encontramos em momentos de fraqueza mental e espiritual. Mesmo assim, o Pai nos dotou de uma força que se encontra adormecida dentro de nós, junto à nossa fé e baseada na fraternidade, para fazermos o possível e talvez até o impossível para que, ao fim do dia, sempre possamos contabilizar resultados positivos em nosso diário espiritual.

Faça sempre um exercício diário de mentalização, através da oração, sobre aquilo que tens que realizar e que ainda não o fizeste para concretizar sua missão, e, se por acaso não conseguir, que possa receber a bênção do Pai para recomeçar novamente do ponto em que parou.

E, se mesmo assim não conseguir fechar esta contabilidade, que possas equacionar todas as possibilidades e condições para cumprir as tarefas propostas, sem desanimar, pois cabe aqui lembrar: o Pai sempre nos reserva a possibilidade do recomeço, tendo clara, a premissa do merecimento, levando em consideração, além de outras condições,  a força de vontade de fazer melhor.

Não se deixe levar pela preguiça, pela inatividade e pelo sentimento de fracasso mesmo antes de tentar. Levante-se e vá buscar seus irmãos e irmãs, que estão a lhe esperar para  que juntos possam exercer a gratidão, a reconciliação e o perdão, e assim alcançar mais um degrau na escada que nos leva ao Pai.

Não desanimes nunca; faça de seus dias os melhores na infinita misericórdia divina. Tenha fé, esperança, força e gratidão, e terás a certeza de que fizeste tudo o que foi possível e necessário quando acordar para um novo dia.

Que Deus os abençoe!

Pelo Espírito de Mário José de Andrade