Tantas são as vezes que não compreendemos os desígnios de Deus e não conseguimos alcançar Sua intenção e o destino dos que Dele necessitam.
Ficamos apreensivos e desacreditados por não percebermos que o caminho é, às vezes, tortuoso e cheio de aparentes atalhos, para que possamos alcançar o resultado esperado.
Foi assim durante os momentos em que o mundo se pôs em guerra, nas catástrofes que levaram milhares de pessoas e em tantos outros momentos em que não conseguimos parar, pensar e enxergar que nada disso foi em vão; que tudo sempre teve o propósito de mudar os pensamentos e as atitudes de milhares de homens e mulheres.
Tantas são as vezes que estes fatos nos levaram à reflexão e à gratidão pela vida, e também à compreensão do quanto temos que cuidar dela.
Tantas são as vezes em que a tragédia se transforma rapidamente em solidariedade e fraternidade entre tantos, que até parece que o mundo inteiro tem um só pensamento; que as nações estão tão coesas que o mal não consegue encontrar razão para existir.
Temos que ter mais confiança e fé em Deus e, principalmente, temos que acreditar em Seus mensageiros, que vêm à Terra para espalhar a Boa-Nova. Mesmo quando estamos em ruínas e não temos a certeza de mais nada, ainda assim, sempre estaremos cercados pelo bem-querer do Pai, da espiritualidade e por nossos irmãos e irmãs que, diferentemente de nós, creem na misericórdia divina.
Precisamos nos unir sempre que acreditarmos que o fim está próximo, que não existe salvação para as maldades do mundo. É nesse tempo que iremos nos unir, para compreender que nunca estamos desamparados e que nada é para sempre. E, como dizia nosso Mestre Chico: tudo passa!
Conclamo meus irmãos e irmãs para que estejamos sempre sintonizados numa corrente de oração e gratidão ao Pai. Mesmo quando tudo nos parecer turvo – principalmente, nesses momentos -, temos que ter fé, resiliência e esperança. Porque é apenas um momento de aprendizado e de gratidão pelo que já conquistamos, por permanecermos fortes e por estarmos juntos dos que nos amam.
Sabemos que não se trata de castigo divino, mas, sim, de um ajuste de curso para que, mais adiante, tenhamos a certeza de que Deus não nos dá uma cruz maior do que podemos carregar.
É nesses momentos da vida que Ele nos ensina que o que realmente importa é amar ao próximo, praticar a caridade e viver a fraternidade. É assim que ultrapassamos essas montanhas, que não passam de pequenos obstáculos que nós mesmos criamos e que nos colocam à prova todos os dias.
Que Deus nos ilumine e nos mostre o caminho.
E que os obstáculos que vierem possam ser ultrapassados com a força daqueles que acreditam que a esperança está logo ali, depois daquela curva.
Que Deus nos abençoe e proteja hoje e sempre!
Que assim seja!
Pelo Espírito de Fábio Larcher