CONFIEM EM DEUS

Peço-lhes a atenção para os motivos que nos levam às dores eternas, ao cansaço e à ansiedade que não mais nos abandona, como se fosse um castigo divino ou uma penalidade que não se cansa de nos alcançar a alma.

São muitas as vezes que nos deparamos com estes pensamentos que nos afundam na escuridão e que agora preenchem o corpo e a alma e ofusca a luz espiritual, nos colocando sem direção e questionando em quem creditar tamanha injustiça.

Perdemos o controle da situação e nos colocamos à margem da razão e da emoção. Só conseguimos vislumbrar um caminho tomado pelo breu da noite que se tornou eterna, sem nenhuma chance de amanhecer novamente.

Não nos posicionamos mais como aquele que estava em desalinho, mas sim, como aquele que perdeu a fé e a confiança em si mesmo e agora culpa a Deus e aos seus trabalhadores da Ordem da luz, por não saber mais como parar essa dor, esse lamento, esse rancor que já se transformou em uma só pessoa.

Não compreendemos o motivo da negativa do Pai de nos mostrar a saída, pela porta que nós mesmos fechamos e jogamos a chave fora, por simples ausência de razão e de perdão.

Peço-lhes a atenção para a solução de nossas angústias e problemas, que não são eternos e tampouco os maiores do mundo.

É preciso voltar a enxergar a luz da vela na janela, que tremula à sua frente, para que possas caminhar em direção à saída, que nunca foi tão distante e nem inexistente.

São obstáculos que nós mesmos criamos, por não mais visitar o evangelho ou escutar os mensageiros que nos avisaram que não passava de uma pequena elevação, diante da montanha de oportunidades que se avizinhava, mas que só poderemos perceber quando voltamos a enxergar com os olhos do coração e da fé, e que se consolida com a vontade de se perdoar e perdoar o outro.

Nossa cegueira se faz por não mais visitarmos as práticas de benevolência e de amor que Jesus, nosso Mestre, nos ensinou e que foram tantas vezes repetidas por seus apóstolos que vieram depois, para confirmar que só um caminho nos leva ao Pai e à vida eterna: o da caridade, da fraternidade e do amor ao próximo.

Não existem novas teorias que se apliquem a todos nós neste momento; da mesma forma, não existem milagres ou dores eternas que não sejam aquelas que já sabíamos que aconteceriam, mas que se tornaram mais fortes pelas escolhas erradas e pela falta de credibilidade em nós mesmos e no Pai, que agora abre seus braços e nos dá um exemplo prático de sua misericórdia, nos permitindo conversar com vocês.

Não somos feitos para o sofrimento eterno, pois eterna é somente a vida, para que possamos aprender a nos curar e curar o outro.

Não temos que nos abater diante da primeira saliência do caminho, pois depois dela sempre haverá a luz.

Não temos que nos esquecer do que já aprendemos até aqui: ao primeiro sinal de dificuldade, agarrem-se à oração e à vigília e, através da leitura das escrituras, da reflexão junto com seus mentores, guarde a certeza de que nenhum mal é eterno quando temos fé, esperança e amor no coração, que preenchem a alma sempre que ela se apresenta turva e inerte.

Somos capazes de nos renovar a cada dia, refazendo o caminho e seguindo a luz que se apresenta adiante e que só pode ser vista depois que abrirmos a porta, que por um motivo ou outro, parecia fechada, mas, como Ele nos ensinou, uma porta se fecha e se abrem as janelas, para que possamos enxergar o futuro, que não é amanhã, mas sim, hoje, agora, antes mesmo de acordar.

Temos que acreditar nas palavras dos emissários da luz e trabalhar em nossa renovação, que já foi anunciada pelos amigos do amor e da fé, para que então sejamos mais um a iniciar o caminho de regeneração em direção à Casa do Pai.

Não se cansem ainda, pois é cedo e o que não lhes pareça ainda ter acontecido, é porque Deus assim quis, para que vocês pudessem fazer acontecer com fé, amor e com a certeza de que nada é por acaso e sempre haverá um motivo para que possamos aprender e crescer como almas e espíritos que sabem que Deus é mais e que Ele jamais nos deixaria sofrer nem mais e nem menos do que fosse nossa própria escolha espiritual, e porque o que nos parece um sofrimento eterno é somente um momento para que possamos recomeçar o caminho.

Que o Pai lhes abençoe e que possam confiar mais em Deus, na espiritualidade e em vocês mesmos.

Pelo Espírito de Olga Pereira de Oliveira