ENQUANTO HOUVER SOL

Quando a luz do sol ilumina e aquece nossos corações, quase sempre não reconhecemos a presença divina em nossos dias.

Quando a brisa nos alcança e nos refresca a alma, quase sempre não reconhecemos a presença do Pai.

Quando pousamos nossos pés em água limpa, que nasce nas montanhas, quase sempre não reconhecemos a presença de Deus.

Estamos todos munidos de amor, de fé e de espiritualidade, entretanto, em nossa caminhada,  nos esquecemos ou vamos perdendo parte do que recebemos, levando conosco, tantas vezes, somente o rancor, a descrença e a falta de perdão.

Não reconhecemos o Pai, mesmo sabendo de tudo o que o Filho fez por nós. 

Ele, que nos deu a vida, como símbolo de esperança e confiança em nós mesmos e no outro.

O Mestre Jesus nos fez perceber, há mais de dois mil anos, que ainda hoje buscamos a resiliência e  a compreensão de que todos temos uma cruz para carregar, mas seu peso e tamanho dependem de nossas escolhas e pensamentos, criados ou amealhados ao longo da estrada.

Por isso, a velha máxima “ninguém leva uma cruz maior do que possa carregar” se faz verdadeira, a partir de nossas próprias escolhas de vida.

Cabe a cada um ter seu tempo de olhar o sol e sentir o calor que recebe e, assim, refleti-lo aos que o seguem nesta caminhada.

Cabe o tempo de sorver a água límpida e cristalina, que brota sempre diante da sede de amor e de fé.

Cabe o tempo de sentir a brisa a levar os sentimentos de destempero e descrédito, dando lugar ao amor que o Mestre nos concedeu e nos concede, em nome do nosso Pai, que nunca nos deixou para trás.

Cabe agradecer para, então, viver melhor, viver mais, viver em paz.

Cabe a ti e a todos dizer: Muito obrigado, Senhor! Pois tu és nosso guia e alimentas nossa alma. E, por isso, eu te digo: “Muito obrigado, meu Pai, meu Mestre, meus amigos e mentores da espiritualidade”.

O sol nasceu. Seguirei o caminho que me leva em direção à luz e à paz, que já me esperam logo ali, no fim desta estrada.

Muita paz e luz para todos.

Irmã Dulce de Fátima.