A mediunidade é uma ferramenta de grande importância para o progresso e a regeneração da humanidade.
Desde tempos remotos, os companheiros da Ordem do Consolador dela se utilizaram para lograr êxito no envio das mensagens e até no auxílio à cura das doenças que assolavam os homens e as mulheres em sua caminhada terrena.
A manifestação deste dom que todos compartilhamos, enquanto caminhantes na Terra, pode ser desenvolvida a partir dos ensinamentos aprendidos ou manifestar-se espontaneamente entre os mais simples, que praticam a caridade mediúnica por meio das palavras e dos fluidos, que se apresentam de forma aparentemente espontânea em irmãos e irmãs que nem compreendem o alcance desta tarefa divina.
Por isso, o Consolador nos ensina, que é necessário compreender e aprender com parcimônia e com o coração aberto a distinguir quando a caridade mediúnica se faz em prol do outro e quando é somente uma forma de se fazer acreditar, beneficiando-se da ilusão do próximo. Entretanto, é preciso que tenhamos, como já dito, o coração aberto e a mente limpa para não criarmos nenhum tipo de barreira ou cometermos injustiça para com aqueles que nem têm a dimensão do que fazem, mas são dotados de amor e fé suficientes para serem orientados pelos mentores espirituais.
Da mesma forma que acreditamos no que nos convém, faz-se necessário acreditar também naquilo que, muitas das vezes, não corresponde às palavras e respostas que queremos ouvir.
A caridade mediúnica é mais forte e aplicável quando temos consciência de sua necessidade e estamos abertos a recebê-la.
Mas o respeito aos menos favorecidos e até aos iletrados é necessário e orientado pelos irmãos de luz.
Não nos esqueçamos de que o maior médium que viveu entre nós foi julgado e crucificado pela incompreensão de Suas mensagens de fé por parte daqueles que duvidaram de Sua luz.
Não compreender o que acontece em um primeiro momento ou duvidar do que está sendo dito ou escrito não constitui, necessariamente, falta de fé, pois, sabedores que somos, compreendemos que a farsa se desfaz muito rapidamente e facilmente quando não existem sinceridade, amor e verdade envolvidos no trabalho fraternal.
Apontar e julgar pela aparência e pela ausência de palavras pomposas, que acalentam somente nosso próprio coração, não desfazem o ato de caridade e amor que a espiritualidade, por meio do médium, simplório ou não, nos envia com a intenção de auxiliar.
O fato é que nem tudo o que nos é dito ou escrito, mesmo quando vindo de irmãos errantes, será em vão, desde que tenhamos consciência de que, como conhecedores da doutrina, podemos aprender a separar o joio do trigo.
Por isso, irmãos e irmãs, tenham fé e compreendam que nem todos os instrumentos e ferramentas enviados pelo Pai têm a forma e a precisão cirúrgica que esperamos para o trabalho da espiritualidade maior. Às vezes, serão usados machados e enxadas para limpar o campo e arar a terra bruta, para, então, plantar a semente do amor.
Acreditar no próximo antes mesmo de duvidar, é um ato de fé. E, se puderem, antes de julgar, ensinar e auxiliar, estarão praticando não só a caridade, mas, principalmente, colocando em prática os ensinamentos trazidos há muito tempo pelo Consolador, num ato verdadeiro de caridade mediúnica.
Muita paz e fé, meus irmãos e irmãs.
Pelo Espírito do Irmão Alcides