A conclusão a que chego hoje a respeito da morte ou da passagem, é a de que ela nos proporciona a possibilidade de uma nova vida. Talvez, seja óbvia esta reflexão para os amigos da doutrina e de tantas outras religiões, mas parece que não é compreendida por todos os que ainda caminham pela Terra e que se julgam capazes de decidir o minuto exato de sua partida.
Ao longo dos tempos, estudamos muito sobre a vida e a morte, mas nos posicionamos de forma egoísta ao nos fixarmos na ideia de poder controlar o tempo que acreditamos nos restar ou o tempo durante o qual queremos continuar nesta estrada. No entanto, nunca nos apercebemos de que muitos ainda dependem de nós espiritual e moralmente para continuar a sua caminhada.
Mesmo quando acreditamos que todos estão prontos para continuar sozinhos, sem nossa presença física, descobrimos que ainda precisam do afago, do cheiro, e do amor que transmitimos em um abraço, que tantas vezes cura feridas que pareciam eternas, fixadas na alma dos que nos acompanham no caminho.
Além disso, não compreendemos de verdade que o tempo é de Deus, pois Ele pode nos chamar mais cedo ou nos deixar completar o ciclo, de acordo com o que alguns de vocês entendem.
O fato é que não existe o cedo ou o tarde, mas, sim, a possibilidade de novos recomeços, com a intenção de promover o desenvolvimento da alma e do espírito.
E é também fato que não podemos abreviar o caminho, mesmo que inconscientemente, porque somos todos trabalhadores do amor e não cabe a nós acreditar que exista a possibilidade do cansaço ou do dever cumprido, pois, em primeiro lugar, vamos continuar a trabalhar e, em segundo, a delimitação e a decisão sobre esse tempo, como já dito, são de Deus.
Ao chegar o momento, Ele nos dará uma passagem tranquila e a oportunidade de rever aqueles que já estão conosco há muito tempo, mas que agora serão sentidos e vistos com os olhos do espírito e com a alma. E será um momento de glória e júbilo, porque, na verdade, completaremos o ciclo que escolhemos para esta vida e voltaremos para a casa do Pai, com a certeza do dever cumprido.
Abreviar esta história, não nos fará melhores e não nos dará consolo; pelo contrário, pois ao olharmos para trás, veremos que não foi o melhor momento para partir e que precisaremos nos esforçar muito mais para tentar auxiliar novamente os que deixamos e a nós mesmos.
Tenha paciência e resignação, console-se com auxílio de nossos amigos espirituais, que nos auxiliam e estão ao nosso lado todos os dias e a todas as horas. Eles nos ajudam na caminhada e, quando o peso da idade chegar e o corpo não mais reagir aos impulsos, que possamos refletir mais e ensinar aos mais jovens que viver é o melhor remédio, para curar as doenças da alma e até do corpo.
E viver intensamente é a melhor forma de agradecer a Deus por tudo o que Ele nos deu e continua a conceder, pois estar ao lado dos nossos e poder ajudá-los a seguir o caminho não é somente uma dádiva, mas também uma forma de oração.
É também honrar nosso Pai, nossa Mãe Maria e nosso Mestre Jesus Cristo.
Nunca desperdice seu tempo acreditando que não tem mais forças, pois a força está em nós e, como em tudo o que o Pai nos ensinou, basta acreditar e ter fé, mas, principalmente, saber viver intensamente, pois esta é a melhor forma de agradecer a Deus.
Não se esqueça disso, porque o tempo pertence a Deus e, com Ele, nada nos faltará.
Amém
Pelo Espírito de Toshio Amanuma